Consumo de placenta vira moda, mas efeito ainda é questionado

Há até empresas especializadas em colocar o material em cápsulas

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Como funciona. Há quem coma a placenta logo após o parto, mas há empresas que fornecem serviços nessa área
Associated Press - 4.12.2009
Como funciona. Há quem coma a placenta logo após o parto, mas há empresas que fornecem serviços nessa área

Comer placenta é mesmo bom para a saúde? Em anos recentes, estrelas de cinema e outros famosos foram manchete nos jornais ao anunciarem que pretendiam comer a placenta após o nascimento de seus filhos – entre eles, o ator norte-americano Tom Cruise. A prática vem sendo adotada por muita gente e há empresas oferecendo serviços nessa área.  

Algumas levam o produto para ser desidratado e colocado em cápsulas para que possa ser ingerido pela mãe. Não há, no entanto, evidências científicas sobre os benefícios de comer a placenta.

Órgão vascular que une o feto à parede do útero materno, permitindo a passagem de materiais nutritivos e oxigênio para o sangue do feto e a eliminação de dióxido de carbono e resíduos nitrogenados, a placenta é um dos subprodutos do parto e, na maioria dos casos, é descartada após o nascimento do bebê.

Defensores da “placentofagia” argumentam que o órgão – ensanguentado e com aparência que muitos considerariam repulsiva – contém muitos nutrientes e pode ser um alimento precioso para a mãe no momento em que ela se recupera do parto e se prepara para amamentar o bebê.

Algumas mulheres estão optando por beber uma vitamina de placenta algumas horas após o parto. Outras cortam um pedaço do órgão para colocá-lo sobre a gengiva. Elas dizem estar convencidas de que a prática lhes dá uma injeção de energia, pode aumentar a produção de leite e até prevenir a depressão pós-parto.

Segundo a rede BBC, a empresa britânica Independent Placenta Encapsulation Network (IPEN) oferece treinamento e serviços na área. Ela cobra cerca de US$ 250 (R$ 553) para transformar a placenta em cápsulas e US$ 40 (R$ 88) por uma vitamina de placenta.

Sem comprovação. Até hoje, não foi feito um estudo científico com grupos de controle para descartar a possibilidade de um efeito placebo e estabelecer com certeza se a ingestão da placenta traria, ou não, benefícios para seres humanos. No ano passado, a University of Nevada, Estados Unidos, entrevistou mulheres que haviam comido suas placentas. Muitas relataram benefícios, mas, segundo os pesquisadores, mais estudos são necessários.

Reino animal. Os seres humanos são minoria no que diz respeito à prática de comer a placenta após o nascimento do bebê. À exceção de mamíferos marinhos e de alguns domesticados, todos os outros mamíferos consomem os subprodutos do parto.

Flash

Crença. Na China, há uma crença de que a placenta teria propriedades curativas e placenta desidratada é usada em alguns remédios tradicionais. No mundo ocidental, no entanto, a prática é bem mais recente – e polêmica.

Diego Costa faz tratamento com placenta de égua - O atacante do Atlético de Madri Diego Costa, brasileiro naturalizado espanhol, recorreu a um tratamento inusitado por causa de uma lesão. Recentemente, ele foi à Sérvia para encontrar a médica Mariana Kovacevic, especialista em tratamento à base de aplicações de placenta de égua nos locais lesionados. - Esse tipo de tratamento inclui, além de injeções, massagens e até psicologia.  

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