América tem que ser grande

iG Minas Gerais |

Não gosto quando dizem que “tem coisas que só acontecem com o América”, mas confesso que tem horas que fico na dúvida. Deixar escapar por entre os dedos ou pelas catracas a grande chance de jogar com 30 mil torcedores no Mineirão foi demais. Os que pensam que o América é um time para poucos realmente não poderiam imaginar. Quem trabalha com eventos, principalmente esportivos, deveria ter capacidade de se adaptar a situações novas e inesperadas. Que sirva de aprendizado e que mude a maneira de ver o América. Não basta ser ou querer ser, é preciso mostrar que é. O América tem todos os requisitos necessários para ser considerado time grande, mas precisa se ver como tal. Está dando gosto de ver o time comandado por Moacir Junior jogar. Experiência e juventude em um trabalho de sinergia que se transforma em vitórias. Depois de passar por vários times nos últimos 13 anos, o ex-jogador Moacir Junior chega no limite para se transformar em um dos bons técnicos do nosso futebol. No estilo feitos um para o outro, este pode ser o ano de despertar o gigante. História e patrimônio no resgate de títulos e torcedores. A fase de ser o segundo time de todas as torcidas tem que acabar no resgate da dignidade para provar que o América é grande.

Copa do Mundo. Agora não adianta reclamar das intervenções da Fifa. Passaram a soberania do país para a chamada “entidade máxima do futebol”. A Copa do Mundo é, disparado, o maior evento realizado pelo homem, e o pensamento megalomaníaco da turma de Zurique não tem limite. De qualquer maneira será um momento histórico para o Brasil, pelo bem ou pelo mal.

Interesse. Uma pesquisa feita pela Ipsos Media CT aponta que o desinteresse pela Copa do Mundo no Brasil é muito alto, cerca de 30% da população não quer saber de futebol. O medo das manifestações é apontado como o grande responsável por esse desinteresse. Eu já acho que o brasileiro só se interessa pela Copa quando ela começa. Temos uma maneira diferente de torcer para a seleção.

Atlético. Estou gostando da disposição dos jogadores do Atlético. Mesmo com o pouco tempo, Levir Culpi vai conseguindo mudar o espírito do grupo. O previsível e o imprevisível estão jogando ao lado do Atlético este ano. Contusões acima da média, queda de produção de jogadores, convocações, mudança de treinador, dinheiro retido e etc.

Cruzeiro. Com todo o elenco à disposição, Marcelo Oliveira vai passar a ter problemas para controlar a ânsia, a vontade, o desejo e os nervos dos jogadores. É natural que todos queiram jogar, como também é normal que quem está jogando não queira ser substituído. O espírito de grupo tem que estar bem desenvolvido para que as desavenças não sejam tão evidentes.

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