‘Hospital está em estado de calamidade”, diz servidor

Segundo eles, faltam materiais e até remédios; funcionários dizem que compram copos descartáveis com o seu salário

iG Minas Gerais | Dayse Resende |

Superlotação.
 Com leitos superlotados, pacientes têm que ser atendidos nos corredores do hospital
Divugação
Superlotação. Com leitos superlotados, pacientes têm que ser atendidos nos corredores do hospital

 

Médicos e enfermeiros afirmaram, nesta semana, que a situação do Hospital Regional, que atende a Betim e a várias cidades da região, é de calamidade pública. Segundo denúncias, faltam desde materiais básicos, como copo descartável, além de profissionais e remédios.   Uma enfermeira, que pediu para não ser identificada, contou que o analgésico e sedativo Fentanil, o antibiótico Cefazolina e o anti-inflamatório Dexametasona também estão em falta. “Medicações de rotinas sempre estão em falta. O Fentanil, por exemplo, muito utilizado no tratamento de pós-operatórios e para alívio da dor, tem que ser constantemente substituído por outro”, disse.   A funcionária também reclama de que falta ar-condicionado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) 2 do hospital. Segundo ela, em dias de muito calor, médicos colocam toalhas umedecidas no pescoço para conseguirem operar os pacientes. “A situação é absurda e desumana. O suor chega a pingar sobre o paciente”, revelou.    Outro servidor, que também preferiu não se identificar, contou que também faltam lâminas de bisturis adequadas para pequenas cirurgias, luvas e tubos para entubação nas urgências. Copos descartáveis estariam sendo comprados pelos próprios funcionários do hospital. “Aqui falta tudo. As equipes estão sobrecarregadas. O atendimento só é possível graças ao esforço das equipes. Muitos se ‘matam’ para fazer o melhor”.   Já um médico reclamou de que as dificuldades para atender os pacientes são potencializadas pelo sucateamento da unidade. “As macas estão enferrujadas, e os aspiradores quase sempre falham na hora de uma sucção”, destacou.   A prefeitura afirmou que os medicamentos Cefazolina e Dexametasona realmente estão em falta, mas em processo de compra, e que, por hora, estão sendo “substituídos por outros”. No entanto, o Executivo negou que faltam o Fentanil, as luvas, as lâminas de bisturi, os tubos para entubação e os copos descartáveis e disse que as equipes estão incompletas. Sobre o ar-condicionado, o governo informou que a climatização do CTI 2 está prevista na reforma da unidade.

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