O fênix

iG Minas Gerais | Diego Costa |

WILFREDO LEE/AP - 16.11.2013
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O lateral-direito Maicon é mais um ilustre filho da Toca da Raposa I no time que vai em busca do hexacampeonato. Rápido como um carro de corrida, vai para sua segunda Copa do Mundo. Titular absoluto em 2010, na África do Sul, chega como reserva de Daniel Alves no Mundial do Brasil. Assim como o goleiro Julio Cesar, teve de deixar a Inter de Milão-ITA. E foi na Roma que viu seu futebol renascer para conseguir a vaga no time de Luiz Felipe Scolari. Maicon Douglas Sisenando está com 32 anos. É gaúcho, natural de Novo Hamburgo. Lá, jogou nas categorias de base de Grêmio e Criciúma, mas foi no clube celeste que o lateral-direito começou as dar as primeiras (e largas) passadas no futebol brasileiro. O início foi pouco promissor. Ele não conseguiu se firmar no time titular da época. Em 2003, foi reserva de Maurinho na conquista da Tríplice Coroa – Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro.

Em 2004, começou a brilhar com a camisa cinco estrelas. No mesmo ano, foi vendido ao Mônaco, da França. Em 2006, foi para a Inter de Milão. Pelo time nerazzurri viveu a grande fase da carreira dele. Ao lado dos também brasileiros Julio Cesar e Lúcio, zagueiro, Maicon se tornou um dos principais atletas da posição. Faturou mais uma tríplice coroa: o Campeonato Italiano, a Copa da Itália e a Liga dos Campeões. Tudo isso na temporada 2009/2010.

Após a Copa de 2010, o veloz lateral acabou sofrendo uma pequena desaceleração na carreira. Jogou pelo Manchester City, em 2012 e 2013. De volta ao futebol italiano, no ano passado, voltou a “voar” em campo, o que foi suficiente para garantir um espaço na disputada seleção brasileira.

Lance inesquecível. No Pré-Olímpico de 2004, no Chile, Maicon pegou a bola no meio campo, passou por cinco jogadores da seleção paraguaia e marcou um golaço, o terceiro da vitória brasileira por 3 a 0. Uma pintura que lembrou o gol de Maradona, contra a Inglaterra, pela Copa do Mundo de 1986, no México.

Era só para ‘quebrar o galho’ Quem vê o ágil Maicon em ação pode pensar, pelo domínio que o jogador tem da função, que ele é um lateral-direito nato. Não é bem assim. O autor do primeiro gol do Brasil na Copa passada, contra o Coreia do Norte, começou no meio de campo. Ao site de seu atual clube, a Roma-ITA, ele confessou que a lateral direita surgiu por acaso em sua vida. “Eu joguei no meio campo no Criciúma, onde meu pai (o senhor Manoel Sisenando) era o treinador. Um dia, nosso lateral-direito se machucou durante um jogo. Meu pai me chamou e disse: ‘Você joga bem nas pontas, eu sei que você pode dar muito, você pode fazer isso’. Eu trabalhei duro em uma posição que não era o meu papel natural, mas me senti confortável, tanto que, a partir daquele dia em diante, eu só joguei lá”, contou Maicon.

Ponto fraco. Se o ponto forte é o ataque, costuma deixar espaços aos adversários na defesa

Ponto forte. Por causa da sua velocidade, torna-se uma importante arma no setor ofensivo

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