Minas Gerais cai no ranking da transparência

iG Minas Gerais | Da redação |

Início. Primeiras estruturas temporárias para a Copa já começaram a ser montadas no estacionamento do Mineirão
douglas magno
Início. Primeiras estruturas temporárias para a Copa já começaram a ser montadas no estacionamento do Mineirão

Minas Gerais foi o único Estado, entre os que receberão jogos da Copa do Mundo, a regredir no ranking da transparência, apurado pelo Instituto Ethos, no que se refere a informações sobre ações direcionadas ao Mundial. Em 2013, Minas ocupava a terceira colocação (sendo o primeiro o mais transparente). Em 2014, o Estado caiu para o sétimo lugar, atrás de Pernambuco, Ceará, Paraná, Bahia, São Paulo e Mato Grosso.  

Nesta quarta, o secretário de Estado de Turismo e Esportes (Setes), Tiago Lacerda, se limitou a dizer que não tinha conhecimento do estudo do Instituto Ethos, mas ele afirmou que todos os documentos solicitados ao Estado foram enviados.

O levantamento completo sobre os indicadores de transparência será divulgado hoje, no Rio de Janeiro, mas o instituto adiantou alguns dados. Por exemplo, os dois Estados mais bem colocados em 2014 continuam os mesmos de 2013 – Pernambuco e Ceará –, com Paraná em terceiro lugar e Bahia na quarta colocação.

Para apurar os indicadores de transparência, o instituto protocolou ofícios solicitando dados aos 11 Estados-sede: Amazonas, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo. Os dados referentes ao Distrito Federal constam nos indicadores por cidades, divulgados em dezembro. De acordo com informações do Ethos, os pedidos de acesso à informação foram feitos entre janeiro e fevereiro deste ano. Minas Gerais, Pernambuco e Bahia encaminharam as respostas fora do prazo.

Os indicadores avaliam os governos com base em quatro questionamentos: existência de canais de informação para consulta da população; qualidade desses canais; controle social de investimento; e permissão da participação social.

MP frustra sonho de gandulinhas

A Federação Mineira de Futebol (FMF) recebeu nesta quarta uma notificação do Ministério Público do Trabalho determinando que os gandulas que forem trabalhar na Copa do Mundo terão que ser maiores de 18 anos. No documento, o MP cita o dispositivo da Convenção 138 da Organização Internacional do Trabalho, que trata da idade mínima para a admissão ao trabalho e o emprego. A determinação atinge crianças de 13 a 15 anos que participaram de uma competição nacional, organizada pela Coca-Cola, patrocinadora da Copa, para trabalharem como gandulas na competição. Em Minas, foram selecionados 34 adolescentes (16 meninas e 18 meninos), que teriam a chance de ver seus ídolos de perto e fazer a reposição das bolas nos seis jogos do Mineirão. (Antônio Anderson)

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