Sindicato defende educação, não punição

iG Minas Gerais | Luiza Muzzi/Pedro Vaz Perez |

O presidente do Sindicato dos Rodoviários da Capital e da Região Metropolitana de Belo Horizonte, Ronaldo Batista, defende a preocupação com o uso de drogas, mas cobra uma ação para proteger a saúde dos profissionais, não para puni-los. “Estudo do Ministério Público do Trabalho no Mato Grosso comprovou que 30% dos caminhoneiros dirigem sob efeito de cocaína. Isso é um problema de saúde pública. Muitos, para aguentar a jornada de trabalho, acabam usando algum tipo de droga. Acaba com a saúde”.  

O motorista de cegonheira Leonardo Gustavo, 37, reclama do custo. “Aperta o orçamento e não vai evitar o uso de drogas, porque a renovação é feita a cada cinco anos. O motorista fica um tempo sem usar e faz o exame”.

Um caminhoneiro de 43 anos que pediu anonimato acredita que a lei é boa e ruim ao mesmo tempo. “É caro, mas vai melhorar a situação dos caminhoneiros”. Para ele, na estrada há 20 anos, as empresas serão obrigadas a reduzir a carga horária de trabalho, já que não é possível cumprir os turnos sem usar rebite. “Dependendo da carga, no caso de frutas, não podemos parar”. 

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