‘O governo não olhou para nós’

Em visita à Paraíba, Eduardo Campos (PSB) diz que Dilma Rousseff deixou nordestinos de lado

iG Minas Gerais |

Parada obrigatória. Eduardo Campos tomou café em uma lanchonete de Campina Grande com correligionários e movimentou o local
Leopoldo Nunes / PSB
Parada obrigatória. Eduardo Campos tomou café em uma lanchonete de Campina Grande com correligionários e movimentou o local

João Pessoa. O pré-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, disse nessa quarta que a presidente Dilma Rousseff entregou o centro do governo às forças políticas mais atrasadas que existem no país e que sempre foram combatidas pelo PT. Mais cedo, em visita à Campina Grande, o socialista e ex-aliado de Dilma, afirmou que a presidente nunca olhou para o Nordeste.  

Em entrevista à rádio Correio da Paraíba FM, Campos citou como forças políticas do atraso os senadores José Sarney, Fernando Collor de Mello e Renan Calheiros e o deputado federal Paulo Maluf.

“Vi o que o PT dizia do Sarney. E hoje, o Sarney está lá. Do Collor, o Collor está lá. Do Renan, o Renan está lá. Do Maluf, o Maluf está lá. E cada vez mais poderosos, mandando e tirando as forças que poderiam levar o governo à preocupação com rumo certo”, disse Campos.

“A gente tem o direito de errar. Só não tem o direito de permanecer no erro quando constata que está errado. Constatamos que o Brasil está no caminho errado. Nós saímos (do governo) para ficar com o povo e mostrar que o Brasil vai mudar para melhor”.

No final da manhã, Campos cumpriu agenda política em Campina Grande, o segundo maior colégio eleitoral da Paraíba e forte reduto do PSDB. E não amenizou as críticas ao governo federal, falando da falta de investimentos na segurança. Disse que, como governador de Pernambuco, ele tirou Recife do primeiro lugar no ranking da violência no país em menos de sete anos. “O atual governo foi eleito sobretudo com votos dos nordestinos e ele (o governo) não olhou para nós”, disse.

Em João Pessoa, Campos afirmou que vem acontecendo uma campanha terrorista por parte de aliados da presidente Dilma Rousseff ao dizer que o bolsa família corre riscos. “Isso é uma afronta aos pobres que conquistaram esse direito. Não há governo que vá recuar dos ganhos efetivos do Bolsa Família”, disse. A declaração foi feita durante um almoço com prefeitos e lideranças políticas da Paraíba.

“Nós vamos ampliar o Bolsa Família. Sabemos que existem pessoas que têm direito ao programa, mas que ainda não tiveram acesso a ele”, comentou o ex-governador de Pernambuco. Para ele, além do programa, a população tem que ter acesso a políticas públicas.

Segundo o pré-candidato, falta ao Brasil um rumo estratégico e diálogo federativo. “A presidente retirou os recursos do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e do FPE (Fundo de Participação dos Estados), que atinge mais os nordestinos e a região Norte. Os municípios tinham 14% de tudo o que se arrecada. Hoje, só têm 11%”, disse.

PSDB

Dia do sim. O PSDB marcou para 14 de junho a sua convenção. No dia, o senador Aécio Neves será sacramentado como candidato ao Planalto. O nome do vice, só deve ser definido no fim do mês. Mulher de presidenciável é internada Rio de Janeiro. Grávida de cinco meses dos gêmeos Júlia e Bernardo, a esposa do presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG), Letícia Weber, deu um susto no senador nessa terça à tarde. Ela sentiu contrações e foi ao médico, que decidiu interná-la para fazer exames. Ao ser informado, no meio da tarde, Aécio suspendeu sua agenda e foi correndo para o Rio de Janeiro, onde mora com Letícia. Por precaução, o médico decidiu manter Letícia internada pelo menos até hoje, mais para repouso e observação.

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