América deu um ótimo exemplo ao futebol brasileiro

iG Minas Gerais |

Foi bem demais a diretoria do América ao baixar o preço do ingresso para o jogo contra o Joinville, no Mineirão. Chamou sua torcida e esquentou novamente o debate sobre esta onda que considero um erro grave: a elitização do futebol brasileiro. Melhor casa cheia com ingresso a R$ 10 do que “testemunhas” com o preço acima de R$ 70. Estamos no Brasil, país rico, porém de custo de vida caro, impostos nas alturas e pouco dinheiro para lazer no bolso do cidadão. Recorde de público da Série B em 2014: 19.562 pagantes, superando Luverdense e o poderoso na mídia nacional, Vasco, que levaram 15.221. Incontestável Falando do jogo, o que é o futebol, hein!? Mancini, um dos melhores e mais experientes em campo, errou o passe que originou o empate do Joinville. E foi quase na linha do meio campo, mas, mesmo assim, o contra-ataque foi fatal. Em outros tempos, isso poderia ter sido um abalo e até um revés na partida. Mas este é um time diferente, técnica e psicologicamente. Que continue assim! Quando o Joinville empatou o jogo, pensei: será que o América voltará a pisar na bola com essa torcida, e dentro de casa? Mas não! Continuou jogando bem, marcou o segundo gol e encerrou com mais um para coroar essa noite memorável no Mineirão. Absurdo Recebi do americano Marcelo Amorim: “Chico, apesar da vitória e da liderança, não podemos deixar de comentar sobre a bagunça de ontem. A diretoria do América precisa se profissionalizar administrativamente. Pediu desculpas depois do jogo, mas esquece que repete os mesmos erros. No ano passado, contra o Paysandu, ocorreu o mesmo problema. Aprendeu com esse erro? Não. Ontem (anteontem) foi a prova disso. Em vez de aproveitar o momento e se planejar para um grande público, prefere acreditar que a presença de torcedores será pequena. Estamos todos sabendo que a população está carente de ir ao campo de futebol em função dos altos preços praticados. A diretoria do América demora a enxergar o óbvio. Prefere jogar com o ingresso a R$ 30, 1.000 testemunhas e renda de R$ 30 mil no Independência a fixar o ingresso em R$ 10 para todos os jogos do time: Brasileiro, Mineiro e Copa do Brasil. A desculpa: tem que respeitar os sócios-torcedores. Pelo amor de Deus… Devolve o dinheiro para esses sócios, pede desculpas, repensa o programa e abaixa o preço do ingresso para aumentar a torcida antes de querer fidelizar. A fórmula é óbvia. Aproveita o momento! Tomara que tenham aprendido alguma coisa com o dia de ontem (anteontem)”.

Contusões e coincidências Obrigado a Hélio Alberto Ribeiro, de Montes Claros, que enviou este e-mail para a minha coluna no jornal O TEMPO. Antecipo a minha opinião sobre o que ele escreveu: não duvido de nada no futebol. “Hoje, li em O TEMPO um texto sobre as sucessivas falhas do zagueiro Dedé e seu alto custo de R$ 14 milhões. Pensei (mentira é arma do covarde): como ele não pode sair do time, para não ser desvalorizado, e como também não deveria continuar jogando, para não prejudicar a equipe, só resta uma saída: contusão. E não deu outra: a manchete da “Turma do Bate-Bola” foi a saída do jogador por tempo indeterminado.

Fatos e versões E continua o Hélio, de Montes Claros: “Na imprensa ‘montes-clarina’, atuando como copidesque ou editor, sempre combinava com os repórteres para colocar palavras na boca de quem informa: ‘Segundo a polícia, o primeiro tiro foi dado pelo acusado’; ‘a bala perdida que matou a criança partiu dos bandidos’, garante a polícia.”

Título Agora, sobre o episódio de Dedé, no Cruzeiro, os repórteres deveriam dizer: “Dedé tem uma contusão no joelho tal”, é a informação do departamento médico do clube. É o caso de Ronaldo de Assis, no Atlético. Ele virou um verdadeiro abacaxi para o clube, e, se não voltar a jogar bem, aparecerão novas contusões ou “desconfortos” até sua aposentadoria ou contratação para os Estados Unidos ou outro lugar no exterior.”

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