Paralisação de policiais civis não compromete serviços em Minas Gerais

Em comunicado divulgado na tarde desta quarta-feira, Polícia Civil informou que o atendimento aos cidadãos não ficou comprometido; sindicato vê mobilização de forma positiva

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Cidades - Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil.

Manifestacao das policia Civil e Federal na praca 7.

Foto: Uarlen Valerio/ O Tempo 21-05-2014
UARLEN VALERIO / O TEMPO
Cidades - Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil. Manifestacao das policia Civil e Federal na praca 7. Foto: Uarlen Valerio/ O Tempo 21-05-2014

A paralisação de 24 horas dos policiais civis, que ocorre nesta quarta-feira (21), não comprometeu os serviços de Polícia Judiciária e o atendimento aos cidadãos, segundo a Polícia Civil de Minas Gerais.

De acordo com a corporação, foram registradas apenas paralisações pontuais de alguns servidores em função do movimento nacional convocado para esta quarta-feira por uma das entidades que representa as polícias civis no Brasil.

Em nota, a Polícia Civil reafirmou que respeita as reivindicações democraticamente estabelecidas no país, "mas apela aos policiais civis mineiros para que não percam de vista a necessidade de garantir ao cidadão um trabalho efetivo em favor da segurança pública, por considerar o comprometimento com a sociedade uma prioridade". A instituição lembrou que todos os policiais civis mineiros terão 15% a mais nos salários a partir de junho, como parte do acordo feito entre o governo do Estado e a categoria em 2011.

Segundo o comunicado, haverá mais dois reajustes no salário da categoria: um de 12%, em dezembro deste ano, e outro de 15%, em abril de 2015.

Adesão

De acordo com o Sindicato dos Servidores da Polícia do Estado de Minas Gerais (Sindipol), cerca de 250 policiais civis participaram do protesto em Belo Horizonte. No interior, em cidades como Montes Claros e Juiz de Fora, houve adesão de pequenos grupos que fizeram panfletagem.

Segundo Roberto Coelho, coordenador de comunicação do sindicato, a mobilização foi vista de forma positiva pela categoria, que pode discutir temas de interesse dos policiais, como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 24, que trata do financiamento da segurança pública no Brasil e da criação do fundo nacional de desenvolvimento da segurança pública.

Na próxima semana, em data que ainda não foi definida, o sindicato dos policiais civis deve participar de uma reunião em Brasília, convocada pela Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) e outras entidades sindicais que representam a categoria. 

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