Suspeito confessou ter atirado em policial militar

Após o comparsa ser preso e apontá-lo como autor do disparo, José Henrique da Silva Bento admitiu ter atirado

iG Minas Gerais | José Vítor Camilo |

Após se entregar à polícia, suspeito foi apresentado  na 1ª Região Integrada de Segurança Publica, na Praça Rio Branco (Risp), no centro de Belo Horizonte
douglas magno
Após se entregar à polícia, suspeito foi apresentado na 1ª Região Integrada de Segurança Publica, na Praça Rio Branco (Risp), no centro de Belo Horizonte

Após o seu comparsa ser preso na noite desta terça-feira (20) e tê-lo apontado como autor do disparo que matou o soldado da Polícia Militar (PM) André Luiz Neves, José Henrique da Silva Bento, de 30 anos, confessou durante depoimento que efetuou o tiro que atingiu o policial. A informação foi repassada à imprensa na tarde desta quarta-feira (21), durante a apresentação dos dois detidos pelo crime. 

Conforme as informações da PM, Bento disse ter atirado após a luta corporal entre o seu comparsa Wilson Guimarães Filho, de 25, o Wilsinho, e o militar. Ele alega ter dado três tiros, mas a polícia investiga a afirmação, já que existem evidências que indicam quatro disparos. Um dos tiros teria acertado um carro, outro o tórax do policial e o último as costas da vítima. 

Apesar da confissão, a polícia desconfia da versão por conta da superficialidade da história. Segundo os autores, eles teria ido até a cidade de Brumadinho no carro de Bento, sendo que lá Wilsinho teria batido o veículo. Para acertar a dívida do prejuízo, eles teriam decidido roubar um veículo igual. 

Na sexta-feira (16), eles teriam saído atrás do veículo, porém, o carro em que estavam estava ficando sem gasolina. Por isso, eles teriam resolvido assaltar o casal que estava na avenida Fleming, no bairro Ouro Preto, na região da Pampulha, para obter dinheiro para abastecer o carro em que estavam. 

Agora, a Polícia Civil investiga se os detidos estão envolvidos com quadrilhas especializadas em roubo de carros.

Sem passagens

Dos três envolvidos no crime, Bento e Ítalo Pedrosa de Souza Júnior, de 22 anos, o Pezão, que foi encontrado morto dentro de um carro próximo ao local do crime, não tinham passagens pela polícia. Ao mesmo tempo, Wilsinho tinha pelo menos seis passagens não precisadas pela polícia. 

A princípio, Bento pode responder pelo crime de latrocínio, caso as informações sejam confirmadas pela investigação. Ao mesmo tempo, Wilsinho poderá responder por latrocínio, homicídio culposo (por matar seu comparsa disparando acidentalmente) e roubo majorado pela restrição de liberdade das vítimas, já que durante a sua fuga ele roubou um outro veículo com três pessoas dentro e fez que elas dirigissem por um tempo. 

 

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