Murilo revela pressão natural para o Brasil na Liga Mundial

Ponteiro acredita que grupo de Bernardinho sabe da responsabilidade dentro do torneio internacional que começa na sexta-feira

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Alexandre Arruda/CBV
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Um dos mais experientes do elenco da seleção brasileira masculina de vôlei, com 33 anos, o ponta Murilo encara com naturalidade a pressão que o time de Bernardinho sofrerá a partir dos próximos dias.

A seleção estreia na Liga Mundial, na sexta-feira, às 14h35, contra a Itália, em Jaraguá do Sul-SC. Por todo o histórico da equipe, é normal que a busca por resultados seja sentida pelos jogadores.

"O Brasil entra como favorito em qualquer competição que disputar e temos que deixar claro que a falta de títulos nas últimas três edições de Liga Mundial incomoda, mas não atrapalha. Temos essa responsabilidade e não tem como fugir", destaca o ponta.

Apesar do foco estar neste primeiro torneio da temporada, a meta maior é outra. "A Liga Mundial tem muito valor para ganharmos ritmo e confiança para chegarmos bem e ainda mais fortes no Campeonato Mundial, que é o objetivo principal do ano", indica.

Murilo terá briga forte na entrada de rede com jogadores como Lucarelli, seu companheiro de Sesi-SP, Lipe e Maurício Borges. Ainda buscando estar no 100% de sua forma, após cirurgia no ombro, Murilo espera evoluir e ganhar oportunidades para atender as expectativas de Bernardinho.

"Sinto que ainda estou com menos ritmo por causa da cirurgia, o que é natural. Eu já sabia que seria assim e, por isso, essa é uma fase que requer cuidado e paciência. Sei que não fiz a melhor Superliga da minha vida e, por isso, estou treinando bastante e correndo atrás porque estou consciente que preciso melhorar", admite o jogador, que volta à seleção depois de se ausentar por conta da lesão. O período fora o fez ver a presença no time verde-amarelo com outros olhos, dando valor por fazer parte de um elenco tão vitorioso.

"No ano passado, fiquei fora da seleção por causa da cirurgia no ombro e foi fácil perceber que damos valor a tudo depois que ficamos sem. E ter ficado fora do grupo foi uma tortura. Agora estou dando valor a cada treino. Estou aproveitando tudo com os meus companheiros e quero permanecer assim, curtindo cada dia até 2016, quando as Olimpíadas podem terminar com minha última participação pela seleção", completa.