Corpo de Bombeiro simulará atentado terrorista no Mineirão

Embora país não seja alvo destes ataques, atividade será realizada com mil integrantes e propõe evacuação do local em oito minutos

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Apesar das falhas, COL avaliou os testes realizados no Gigante da Pampulha de forma positiva
Joao Godinho/O Tempo
Apesar das falhas, COL avaliou os testes realizados no Gigante da Pampulha de forma positiva

Imagine um cenário em que uma bomba química é disparada dentro de um estádio de futebol, em plena Copa do Mundo, fazendo 200 vítimas e causando caos para um público de cerca de 66 mil pessoas. A situação pode parecer inacreditável aos olhos de brasileiros, desacostumados a ataques terroristas, mas será testada em atividade simulada do Corpo de Bombeiros, no Mineirão, na manhã desta quinta-feira.

Com o objetivo de estar preparado para qualquer situação durante o maior evento de futebol do mundo, órgãos de Defesa Social e Saúde (Corpo de Bombeiros, Exército, Grupamento de Ações Táticas Especiais da Polícia Militar de Minas Gerais, Secretaria de Estado da Saúde, Polícia Federal, brigadistas e vigilantes contratados) reunirão mais de mil integrantes para os treinamentos no Gigante da Pampulha. No caso descrito acima, a organização do evento pressupõe que o estádio, com sua capacidade máxima de lotação, seja evacuado em oito minutos, com segurança.

As vítimas socorridas serão submetidas a um processo de descontaminação em estruturas móveis, vindas da República Tcheca, equipadas com diversos recursos. O helicóptero Arcanjo, do Corpo de Bombeiros, estará à disposição para o transporte das pessoas em situações mais graves, e ficará posicionado no Centro Esportivo Universitário (CEU) da UFMG, bem como uma outra aeronave biturbina que será utilizada exclusivamente para atendimento aeromédico do Estado.

A atividade também prevê os testes da tecnologia utilizada durante os jogos no Mineirão. O Centro Integrado de Comando e Controle Móvel ficará do lado de fora monitorando toda a área interna e externa e enviando informações ao Comando Regional, que por sua vez fará vigia em tempo integral do Gigante por meio de 1.378 câmeras.