Policiais civis fazem passeata e prometem paralisação de 24 h em BH

Policiais federais e rodoviários também devem participar da manifestação que pede por mudanças na segurança pública do país; grupo segue para a praça Sete

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

Grupo deu início a caminhada no bairro Lagoinha, na região Noroeste da capital.
UARLEN VALÉRIO/O TEMPO
Grupo deu início a caminhada no bairro Lagoinha, na região Noroeste da capital.

Policiais civis iniciam paralisação de 24 horas, na manhã desta quarta-feira (21), realizando uma passeata da rua Diamantina, no bairro Lagoinha, e seguindo para a praça Sete, no centro da capital. O movimento deve acontecer também em outras cidades pelo Brasil.

Até o momento, cerca de 30 policiais e um carro de som dão vida ao manifesto, que ainda deve contar com policiais federais e rodoviários. Neste momento, o grupo está na avenida Antônio Carlos com Complexo da Lagoinha, ocupando faixa da direita. A Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHtrans) não soube informar a situação do trânsito nesta região.

Os servidores pedem por mudanças no sistema de segurança pública do país. Entre as principais reivindicações está a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 51, que prevê a desmilitarização da polícia. Enquanto essas categorias pedem a aprovação da PEC, o comandante geral da Polícia Militar (PM) de Minas, coronel Márcio Martins Sant’Ana, foi nessa terça ao Ministério da Justiça, em Brasília, expor a opinião contrária da corporação.

A PEC 51 foi apresentada em setembro de 2013 pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ). A proposta tramita na Comissão Especial de Segurança do Senado e ainda tem que passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ir para votação no plenário. Não há previsão para que os 81 senadores votem a PEC, mas a discussão ganhou força após as manifestações populares do ano passado e a morte de Cláudia Ferreira, arrastada após cair de uma viatura militar no Rio de Janeiro.

Se a PEC for aprovada, os Estados terão autonomia para estruturar seus órgãos de segurança da forma que acharem mais adequada, mas unificando as polícias militar e civil. Os policiais terão caráter civil e vão atuar na prevenção e na investigação de crimes. A polícia seria dividia em municipal, responsável pelos crimes de menor potencial ofensivo, e estadual, atuando contra todo tipo de criminalidade.

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