Natação mantém critérios de classificação para 2016

Nas Olimpíadas, países que levaram reservas para as provas de revezamento terão que colocá-los para nadar na semifinal ou final

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Cielo se recuperou bem de cirurgia no joelho realizada há nove meses
OSVALDO F. - CONTRAPÉ
Cielo se recuperou bem de cirurgia no joelho realizada há nove meses

A Federação Internacional de Natação (Fina) divulgou nesta quarta-feira os critérios de classificação para a natação nos Jogos Olímpicos do Rio/2016. Como já era esperado, não foram incluídas novas provas no programa, mantendo de fora as disputas de 50m borboleta, 50m costas e 50m peito, além dos 800m para homens e 1.500m para mulheres. Todas elas são disputadas em Campeonatos Mundiais. Assim, são poucas as novidades na comparação com os critérios de classificação para os Jogos de Londres. A natação segue tendo direito a 900 atletas, com vaga garantida a quem atingir índice A em competições realizadas entre 1º de março de 2015 e 1º de julho de 2016. Ainda não foram definidos, porém, quais serão essas competições válidas para tomada de índices nem apontados quais os tempos necessários. Nas provas de revezamento, vão aos Jogos do Rio os 12 primeiros colocados no Mundial de Kazan (Rússia), no ano que vem, além dos quatro melhores tempos dentro do período de classificação. E é aí que aparece a novidade: se um país resolver levar um ou dois reservas (por prova de revezamento), eles são obrigados a nadar na semifinal ou na final. Caso não entrem na água, a equipe é desclassificada. Isso porque a Fina quer evitar ter que distribuir vagas para atletas que vão aos Jogos e não nadam. A prioridade, de acordo com a entidade, é ter o maior número possível de nadadores competindo. Pelo espírito olímpico, todos os países podem levar um mínimo de um homem e uma mulher para competir na natação, desde que esses atletas tenham disputado o Mundial de Kazan. Por outro lado, há um limite de 26 homens e 26 mulheres por delegação, além de dois atletas por evento. Depois de definidas todas as vagas por índice A, revezamentos e universalidade, a Fina vai abrir espaço para quem tiver índice B (que também ainda será divulgado). Neste caso, serão contadas quantas vagas ainda existem em cada prova e serão convidados os atletas melhores colocados no ranking, desde que não haja nenhum nadador do mesmo país inscrito nela. Pelos critérios da Fina, mesmo como país sede dos Jogos de 2016, o Brasil não tem nenhum privilégio na obtenção de vagas na natação. Mesmo os revezamentos, se quiserem participar, terão que passar pelo mesmo processo que os demais países. OUTRAS MODALIDADES - Também foram divulgados pela Fina os critérios de classificação para as outras quatro modalidades pelas quais ela é responsável. No nado sincronizado, o Brasil ficou com a vaga das Américas por equipes. Assim, também está garantido no dueto. Por ser país-sede, o País também está garantido no polo aquático tanto no masculino quanto no feminino. Nos saltos ornamentais, são oito credenciais garantidas para o Brasil, duas em cada prova sincronizada, em que são apenas oito duplas competindo. Nas disputas individuais, é necessário ficar entre os semifinalistas do Mundial de Kazan, ganhar o continental ou terminar entre os 19 melhores da Copa do Mundo de fevereiro de 2016, marcada para acontecer no Rio. Por fim, nas maratonas aquáticas, a Fina só garante um brasileiro no masculino e uma no feminino. Caso queira levar mais um homem e uma mulher, o Brasil precisa colocar este atleta entre os 10 primeiros do Mundial ou os nove melhores de um pré-olímpico que vai acontecer em maio de 2016.