O audacioso

iG Minas Gerais |

Wander Roberto/VIPCOMM - 2.6.2013
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O lateral-direito Daniel Alves é daqueles personagens que se destacam não somente pelo que apresenta em campo. E olha que não é pouco o futebol que o baiano tem. O episódio ocorrido no dia 27 de abril deste ano mostra o estilo ousado do brasileiro. Em partida contra o Villareal, pelo Campeonato Espanhol, o jogador foi vítima de um episódio de racismo no estádio El Madrigal. Quando se preparava para bater o escanteio, uma banana foi jogada em campo. O que ele fez? Comeu a fruta e seguiu a partida. Seu time, o Barcelona, venceu, e ele foi um dos nomes mais comentados ao redor mundo daquele dia e dos seguintes. Depois do jogo, o atleta ainda agradeceu a quem atirou o alimento, que foi importante para ele no duelo.

Natural de Juazeiro, na Bahia, Daniel Alves da Silva, de 31 anos, começou no modesto Juazeiro. Depois, foi para o Bahia, onde se destacou de 2001 a 2003. Chegou à Europa para jogar pelo Sevilla, da Espanha, e foi muito bem pelo clube espanhol. Fez parte do grande time que conquistou dois títulos da Copa da Uefa (2005/2006 e 2006/2007), a Supercopa da Europa, em 2006, a Copa do Rei da Espanha de 2006/2007 e a Supercopa da Espanha de 2007.

No ano seguinte, foi contratado pelo Barcelona. Com Messi, Iniesta, Guardiola e companhia, vieram mais títulos, como as duas taças da Liga dos Campeões da Europa, as três conquistas do Campeonato Espanhol, dentre outros troféus erguidos pelo lateral.

O lateral esteve na Copa da África do Sul, em 2010. Dos cinco jogos do Brasil no torneio, atuou em três como titular, mas improvisado como lateral-esquerdo pelo técnico Dunga. Neste ano, chega como titular e válvula de escape para o ataque da seleção de Felipão no Mundial.

Baiano de língua apimentada  Além da precisão nos cruzamentos, assistências e gols, Daniel Alves contabiliza declarações polêmicas. Perto de enfrentar a poderosa Espanha, na final da Copa das Confederações, ele foi questionado se era mais difícil jogar pelo Barcelona ou pela seleção. Ele respondeu: “Dureza era plantar cebola. Estar no Barcelona e na seleção faz você valorizar a sua infância”, lembrando que trabalhou na roça, na infância, em Juazeiro. Neste ano, ele já soltou outra declaração fora do comum. Antes do jogo contra o Manchester City, pelas oitavas de final da Liga dos Campeões, alfinetou o adversário: “O Manchester City tem jogadores muito bons, porém nunca será o Barcelona”, declarou. A discrição nos trajes também não é o forte do lateral. Pelo contrário, Daniel costuma desfilar modelitos nada comuns nos eventos em que marca presença. 

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