Goleador André volta a atacar

Atacante é o segundo maior artilheiro do Galo na temporada, atrás apenas de Jô

iG Minas Gerais | Bruno Trindade |

Vice-artilheiro. André já marcou cinco gols nesta temporada, três a menos que o centroavante Jô
Fernanda Carvalho- 11.5.2014
Vice-artilheiro. André já marcou cinco gols nesta temporada, três a menos que o centroavante Jô

O recomeço do atacante André no Atlético não foi nada fácil. De volta ao clube em 2014, o jogador só foi utilizado pelo então técnico Paulo Autuori quando os reservas entraram em campo. Foram seis partidas pelo Campeonato Mineiro, dois gols e nenhuma chance na equipe principal. O centroavante seguiu trabalhando até que lhe fossem dadas oportunidades entre os titulares. E quando elas surgiram, ele mostrou que aquele “velho” André, das boas passagens pelo alvinegro, em 2011 e 2012, começa a ressurgir.

Em quatro jogos sob o comando do técnico Levir Culpi, o avante mostrou que pode se tornar o homem-gol do time na ausência do titular Jô, que integrará a seleção brasileira para a disputa da Copa do Mundo. André balançou as redes adversárias três vezes, garantindo o triunfo no clássico contra o Cruzeiro e decretando a virada no duelo com o Santos.

Os números do atacante já o colocam como o segundo maior goleador do Galo em 2014, com cinco gols, ficando atrás apenas do centroavante da seleção, que tem oito. O novo comandante do ataque atleticano ressaltou a importância de uma sequência como titular para subir de produção.

No entanto, ele fez questão de ressaltar que ainda é apenas o suplente. “Precisava de uma sequência de jogos. Muita gente diz que isso é bobagem de jogador, mas não é. Jogador precisa de sequência. A gente vai ganhando confiança e ritmo de jogo. Estou feliz de continuar no time, mas o titular é o Jô”, afirmou.

Apesar das boas atuações e dos gols, o centroavante não pretende usar o momento para calar os críticos, que questionaram a sua qualidade quando estava no banco de reservas. “Não é questão de resposta. Sei do meu potencial, do que sou capaz. Muita gente fala muita coisa, tem gente que nem jogou futebol, fala algumas coisas e, na verdade, não sabe de nada. É ter paciência. Com o tempo que se tem na carreira, a gente aprende a lidar com tudo isso”, declarou.

Na meta. Quem também está querendo mostrar serviço é o goleiro Giovanni, substituto de Victor, que, assim como Jô, também servirá à seleção. O arqueiro sabe da responsabilidade. “Já estava sabendo da possibilidade de o Victor não jogar devido à convocação para a seleção. Eu vinha trabalhando forte já, e o Chiquinho (treinador de goleiros) me preparou bem para esta sequência”, disse. O goleiro espera corresponder. “Só de jogar em um clube grande, tem que estar bem psicologicamente. O time é visto no mundo inteiro. Então, se não estiver preparado, não é chamado. E eu estou”, garantiu.

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