Yamaha MT-125

MModelo radical de baixa cilindrada, para uso urbano, é encorpado como as maiores MT-07 e MT-09

iG Minas Gerais |

Motos pequenas como a Fazer 150 da Yamaha estão praticamente sem financiamento privado
Yamaha/divulgação
Motos pequenas como a Fazer 150 da Yamaha estão praticamente sem financiamento privado

A Yamaha da Europa surpreendeu a todos com o lançamento da radical e espantosa, além de musculosa, MT-125, que incorpora equipamentos antes só disponibilizados para modelos de maior cilindrada, como nas não menos radicais MT-07 e MT-09. Para o segmento de baixa cilindrada, e de uso urbano, é um modelo superagressivo e com aparência proposital de moto maior, com um visual muito atrativo, principalmente para os jovens iniciantes. Num mercado que tem minguado as vendas, justamente nas motos de baixa cilindrada, o primeiro a ser atingido numa crise, como ocorre no Brasil, justifica a Yamaha ser mais arrojada para atrair para suas lojas os parcos clientes. Com esse modelo ela se destaca, pois tem equipamentos de primeira, como pinça radial de freio, suspensão invertida na frente, monoamortecida atrás e motorização avançada. Motor forte Um modelo que se propõe a radical e agressivo tem que ter um motor que faça jus aos equipamentos e ao visual. O propulsor é um monocilíndrico de 124,7 cc de 15 cv de potência e 1.25 kgfm de torque com comando simples no cabeçote (SOHC) e refrigeração líquida, claro. O painel, segundo anuncia a Yamaha, imita os telefones inteligentes e as luzes de segurança são de LEDs. Nas rodas os aros são como nas maiores, apresentam raios em Y, de Yamaha, e vestem pneus esportivos mais largos, que ajudam a compor o visual. A moto pesa 138 kg e usa o mesmo chassi da R-125 que é comercializada na Europa. A MT-125 estará disponível em julho no velho continente nas cores cinza, vermelho e azul. O preço ainda não foi revelado. Sonhar não custa, mas, se viesse para o Brasil, disputaria preço com a Fazer 250, o que inviabilizaria, economicamente o novo modelo de 125 cc.

MOTONOTÍCIAS

* Os órgãos públicos não sabem que a moto, com duas rodas, existe e que tem características dinâmicas e de uso diferentes das do carro, que tem quatro rodas. Não há políticas públicas que insiram a moto ou o seu uso no dia a dia. Na hora de se fazer um projeto de construção de uma obra civil ou pública, especialmente as de vias públicas (ruas e estradas), elas são ignoradas com consequências já vistas. * A moto precisa ser vista como veículo importante e, por isso mesmo, respeitada nos seus limites de equilíbrio. Explico: nas ruas da cidade vemos nas pistas ressaltos e depressões, bueiros abertos ou rebaixados ou com tampas invertidas, armadilhas que ajudam a aumentar os acidentes, e, nas estradas, sofremos com desníveis, depressões e lombadas de asfalto causados por desgaste por peso e, o pior, ranhuras feitas por máquinas, que deixam verdadeiros regos que desviam a trajetória da roda da moto causando acidentes. * A moto precisa, por isso tudo, ser levada em conta na hora da produção desses projetos de execução de obras para evitar acidentes e aumentar a segurança. Uma forma de se fazer isso é inserindo-a nas políticas de mobilidades das cidades. Só assim o poder público perceberá a importância da segurança para os motociclistas e para todos. * A moto te leva rápido. O transporte público por ônibus é ineficiente e humilhante. Os passageiros, na maioria dos casos, são tratados como gado (e a ampliação do Metrô de BH entra na terceira eleição como promessa do PT). Além disso, há o atraso e o congestionamento. Nesse cenário, o passageiro vê uma moto passar e sonha estar montado nela para chegar logo em casa. Mas, o governo, sem competência para resolver o problema do transporte público, também impede o cidadão de ter acesso a uma tão sonhada moto, pois exagera no imposto e não dá incentivo para que as motos pequenas sejam mais facilmente financiadas.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave