Lista de vices vai diminuindo

Aécio tem opções reduzidas depois das decisões nacionais de partidos de fechar aliança com Dilma

iG Minas Gerais | Tâmara Teixeira |

Diante de pelo menos seis nomes, o senador Aécio Neves ainda não conseguiu consenso dentro do PSDB sobre o seu vice na disputa à Presidência da República. Dividido, o partido tem colocado na ponta do lápis os prós e contras de cada pré-candidato sem, até o momento, ter conseguido sair do lugar.  

Apesar da aparente situação confortável com tantos nomes já ventilados, a lista começa a se afunilar e a limitar as cartadas de Aécio na medida em que os partidos anunciam suas posições em nível nacional. É o no caso do PP, que nessa terça bateu o martelo em apoio à reeleição de Dilma Rousseff, e do PSD, que também já está fechado com o PT. José Serra (PSDB), uma das opções, descartou ocupar o posto nessa segunda.

São dois os fatores que mais pesam. “Temos duas alas, basicamente. Uma que avalia que tem que ser alguém capaz de desequilibrar em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, e outra que defende uma aliança com outro partido que permita aumentar o tempo de TV”, explica um tucano próximo a Aécio, que pediu anonimato.

Um dos mais cotados é o paulista e líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes. Ele tem forte penetração em São Paulo e é uma pessoa próxima a José Serra – outra opção, apesar de negar a possibilidade. “Há coisas que chegam a ter a sua graça involuntária. A notícia de que seria pré-candidato a vice de Aécio Neves é uma. Serei candidato a um cargo no Legislativo Federal – Câmara ou Senado. E só!”, escreveu Serra nessa segunda no Twitter.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) pode ter deixado o grupo de pretensos vices nessa terça, quando seu partido anunciou apoio oficial a Dilma. Com a parceria, Aécio pretendia trazer o PP nacional para a sua campanha.

A deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP), indicação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, também está no páreo. As duas foram lembradas, entre outras razões, por garantirem a presença feminina na chapa, o que ajudaria a conquistar uma parcela do eleitorado de Dilma.

O ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles (PSD-SP) é bem quisto por Aécio, mas, assim como Ana Amélia, teria que sair da base do governo federal. O líder do PSD, Gilberto Kassab, já disse que seu partido apoia Dilma. Fecha a lista o senador José Agripino (DEM-RN), que pode garantir mais tempo de TV a Aécio.

Para o presidente do PSDB em Minas, deputado federal Marcus Pestana, o jogo está aberto. “Seria interessante que fosse alguém de São Paulo. A intenção é ter três milhões de votos de vantagem em Minas e um milhão em São Paulo”, disse, garantindo que será uma decisão pessoal de Aécio. “Ele não diz nem a sua sombra”.

Assédio

Câmara. Um deputado federal do PSDB conta que tem sido abordado pelos colegas de Câmara em campanha pelos candidatos a vice. “O lobby é grande, principalmente do DEM”, disse.

 

Ordem na urna

Lei. O “Diário Oficial da União” publicou nessa terça a lei com a ordem de exibição dos cargos na urna eletrônica para a eleição de outubro.

senador presidente e vice-presidente da República Sequência: A urna exibirá os painéis na seguinte ordem: - deputado federal -deputado estadual ou distrital - governador e vice-governador de Estado ou do Distrito Federal

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