País fecha abril com 273,6 milhões de celulares

Anatel vai impor novas obrigações para as empresas, a partir de agosto, para melhorar serviço

iG Minas Gerais |

São paulo. O Brasil fechou o mês de abril com 273,6 milhões de linhas ativas na telefonia móvel, segundo dados divulgados nesta terça pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No mês, houve um aumento de 15,49 mil linhas de telefone móvel e a teledensidade chegou a 135,21 acessos por 100 habitantes. Os números da Anatel mostram que, em abril, os acessos pré-pagos totalizavam 211,63 milhões, ou seja, 77,35% do total das linhas móveis do país. Já os pós-pagos atingiram 61,97 milhões, 22,65% do total. A banda larga móvel totalizou 118,41 milhões de acessos, dos quais 2,49 milhões eram terminais 4G.

O presidente da Anatel, João Rezende, disse que o órgão regulador irá impor novas obrigações para as empresas de telecomunicações a partir de agosto, quando acabam os compromissos firmados pelas companhias durante a medida cautelar de agosto de 2012 que chegou a proibir a venda de novos chips por 11 dias. “Houve melhorias no atendimento nesses dois anos, mas não foram suficientes. Por isso vamos colocar mais compromissos”, disse Rezende. “As companhias que não tiverem cumprido todas as obrigações da cautelar serão multadas”, completou. O presidente da Anatel, no entanto, descartou uma nova medida cautelar com proibição de vendas.

No entanto, a Anatel deverá multar em julho as empresas de telefonia móvel que descumpriram várias exigências estabelecidas há dois anos. O presidente da Anatel disse que o objetivo é reforçar a infraestrutura de rede e a qualidade dos serviços. O presidente da agência avalia que depois da cautelar houve uma estabilização nos serviços e as medidas foram positivas para os usuários e o mercado.

“Poderá ser obrigação de qualidade, também cobertura e atendimento”, explicou Rezende. A Anatel suspendeu, entre 23 de julho e 3 de agosto de 2012, a venda de chips da TIM em 19 Estados; da Oi em cinco; e da Claro, em três, e passou a acompanhar o desempenho de todas as empresas de celular. As operadoras serão obrigadas também a rastrear os aparelhos roubados e desabilitá-los.

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