Congonhas dá adeus a empreendimento da CSN

Projeto de lei foi aprovado nesta terça-feira por unanimidade pela Câmara Municipal

iG Minas Gerais | Ana Paula Pedrosa |

Realidade.Implantação da siderúrgica na cidade da região Central geraria cerca de 5.000 empregos
Sandoval de Souza/ divulgação
Realidade.Implantação da siderúrgica na cidade da região Central geraria cerca de 5.000 empregos

A cidade de Congonhas, na região Central de Minas Gerais, acabou nesta terça-feira (dia 20) com o que havia restado do sonho de ter uma usina siderúrgica de grande porte. A área que seria destinada ao empreendimento da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) voltou a ser considerada como rural e não mais de uso urbano para implantação de um distrito industrial. O projeto de lei foi aprovado por unanimidade pela Câmara dos Vereadores.

Dos 4.000 hectares que seriam desapropriados para a instalação da usina, apenas mil hectares, que ficam na área da mina já em funcionamento, continuam a ser urbanos. Os outros 3.000 hectares voltaram a ser considerados rurais. O prefeito José de Freitas Cordeiro, o Zelinho, explica que o projeto de lei apenas adequou a situação das áreas à realidade atual. “A região foi declarada de utilidade pública e as propriedades seriam desapropriadas para a instalação da usina, o que não aconteceu”, diz.

O protocolo de intenções para a instalação da usina foi assinado em 2007 entre a CSN e o governo do Estado. Como a construção não teve início em cinco anos, até 2012, o documento perdeu a validade. O empreendimento estava orçado em cerca de R$ 6 bilhões e poderia gerar 5.000 empregos. “A cidade perdeu muito em arrecadação e em empregos. A usina seria muito boa, não só para Congonhas, mas para o Estado e para o país”, afirma o prefeito Zelinho.

Mineração

Marco. Congonhas e os outros municípios mineradores aguardam a aprovação do Marco da Mineração, que pode aumentar a arrecadação com royalties. O Marco está parado no Congresso  

Área que seria desapropriada equivalia a um terço da cidade Os sete anos que a área de 4.000 hectares permaneceu como de utilidade pública foram de insegurança para os proprietários rurais do terreno. “Muita gente se mudou ou parou de investir, porque ficou esperando a desapropriação”, conta o prefeito da cidade, José de Freitas Cordeiro. Ele explica que a mudança na classificação foi necessária para dar mais segurança às pessoas. Se a área continuasse a ser urbana, os moradores teriam que pagar Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), além de ter dificuldades para conseguir financiamentos rurais. A área corresponde a cerca de um terço do território da cidade e tem 350 pequenas propriedades rurais.  

Números

5.000 seria o número de empregos gerados pela usina

5 anos foi a validade do protocolo de intenções

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