Servidores da educação de Contagem decidem manter greve

Greve teve início do dia 23 de abril e perdura até os dias de hoje; segundo dados da secretaria municipal da Educação, até o início do mês paralisação atingia 45% das escolas

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Após fazerem uma assembleia que decidiu pela continuação da greve que já dura quase um mês, os servidores da educação de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, fizeram uma carreata até a Cidade Industrial e chegaram a causar reflexos no trânsito. Após fecharem o trânsito por cerca de 20 minutos na avenida Babita Camargos, o congestionamento chegou até a praça da Cemig. 

De acordo com o presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-Ute/Contagem), Gustavo Olímpio, a assembleia teve início às 14h na porta da Prefeitura da cidade. "A definição foi de permanência da greve até que o prefeito Carlin Moura (PCdoB) faça uma proposta melhor. Depois saímos em carreata até o Itaú Power Shopping onde cerca de 500 pessoas fecharam o trânsito", informou. 

Uma nova assembleia da categoria está marcada para a próxima terça-feira (27). "Nesta quarta-feira (21) vamos procurar deputados para tentar destravar esta negociação. Nós pedimos um reajuste do piso salarial nacional e ajuste acima da inflação, para recompor as perdas principalmente para os administrativos", disse Olímpio. 

A categoria pede piso de R$ 1.080, sendo que o piso atual é de um salário mínimo. O reajuste pedido pelo trabalhadores da educação é de 8,32%, sendo que o aumento oferecido pela prefeitura é de apenas 5,8%. "A questão é a valorização do plano de carreira, plano de saúde e a discussão de projetos de lei que o governo quer enviar à câmara. A classe também quer debater estes projetos antes de serem votados", finalizou o presidente do sindicato. 

Trânsito

Apesar de terem fechado o trânsito na avenida Babita Camargos, na Cidade Industrial, por apenas cerca de 20 minutos, o protesto chegou a causar retenções na via e, também, na avenida General David Sarnoff e na João César de Oliveira, por onde passaram com a carreata.

Segundo o engenheiro Rodrigo Almeida, de 30 anos, ele levou cerca de 20 minutos para chegar até o shopping. "Está bem agarrado, mas não vi nada de protesto", garantiu o motorista. Já o instrutor de auto-escola Pedro Rodrigues, de 26, o trânsito não foi diferente dos dias normais. "Se não fosse questionado sobre o protesto nem saberia. Este trânsito agarrado por causa do shopping já é normal no dia a dia", disse. 

 

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