Daniel Alves condena racismo, mas diz evitar julgamento

Em evento da Gillette, em São Paulo, criança questionou se ele gostou da banana e jogador respondeu: "meu pai sempre falou que a banana é bom para evitar cãibra"

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Daniel Alves acabou cortando mal cruzamento de Seferovic e cabeceou para o fundo das redes de Jefferson
Rafael Ribeiro/CBF
Daniel Alves acabou cortando mal cruzamento de Seferovic e cabeceou para o fundo das redes de Jefferson

Alvo de ato racista durante partida do Campeonato Espanhol, o lateral-direito Daniel Alves voltou a comentar nesta terça-feira a sua reação de comer a banana atirada por um torcedor no campo. O jogador do Barcelona condenou mais uma vez o racismo, mas também declarou que evita julgar quem apresenta esse comportamento nos estádios de futebol.

"O importante é mostrar que somos todos iguais. Mas acho que, no futebol, não se pode julgar as pessoas, porque agem com o coração", afirmou Daniel Alves, nesta terça-feira, durante evento da Gillette, em São Paulo, que também contou com a participação de 36 crianças da Central Única das Favelas (CUFA), uma organização que busca melhorar a qualidade de vida dos moradores de favelas brasileiras, levando, principalmente, conhecimento e cultura.

A reposta de Daniel Alves foi dada após questionamento de uma dessas crianças se o lateral-direito havia gostado da banana. "Meu pai sempre falou que a banana é bom para evitar cãibra. Eu peguei e comi. Foi um ato espontâneo", afirmou o lateral do Barcelona e da seleção brasileira.

No final de abril, durante partida do Campeonato Espanhol entre o Villarreal e o time catalão no Estádio El Madrigal, um torcedor arremessou uma banana no campo em direção a Daniel Alves, que a comeu. A ação do brasileiro provocou imediatamente forte reação de apoio, especialmente nas redes sociais, de outros jogadores, celebridades e políticos, que publicaram fotos com bananas, condenando o racismo.

Diante do incidente, o Villarreal identificou o torcedor, o expulsou do seu quadro de sócios e o proibiu de assistir a qualquer partida do time no seu estádio pelo resto da sua vida. Além disso, ele chegou a ser detido pela polícia, prestou depoimento e depois foi liberado, mas acabou sendo enquadrado em um artigo do Código Penal espanhol que prevê pena de até três anos para quem cometer esse tipo de ato. O Comitê Disciplinar da Liga Espanhola também multou o Villarreal em 12 mil euros (aproximadamente R$ 36 mil).

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