Mãe que escondeu bebê em mala por cerca de 14 horas é indiciada

Laudo concluiu que a mulher estava com a "saúde mental perfeita" no momento do crime, que não sofria de depressão pós-parto; suspeita afirmou que fez o próprio parto e que teria escondido toda a gravidez

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

Soldado Gustavo Fiuza (à esquerda) e cabo Marconi Rocha entregam donativos ao pai e à avó do bebê
Arquivo pessoal
Soldado Gustavo Fiuza (à esquerda) e cabo Marconi Rocha entregam donativos ao pai e à avó do bebê

A mulher que deu a luz a uma menina, e, logo após ao parto a colocou dentro de uma mala, foi indiciada pela Polícia Civil por tentativa de homicídio qualificado, na última semana. O crime aconteceu em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte.

A delegada Vanessa Aparecida Pereira de Carvalho, responsável pelo caso, concluiu o inquérito após o resultado do exame puerperal indicar que Graziele Gisele de Oliveira, 31, atentou contra a vida da própria filha com “saúde mental perfeita”, após fazer o próprio parto, o que descartou a possibilidade de ela ter sofrido de depressão pós-parto.

Graziele continua presa na penitenciária Estevão Pinto, no bairro Horto, região leste de Belo Horizonte. O bebê permanece aos cuidados da família paterna.

Relembre o caso

No dia 7 de maio, uma denúncia anônima levou a Polícia Militar até uma casa em Justinópolis, onde uma mulher teria colocado um recém-nascido dentro de uma mala e escondido dentro de um guarda-roupas. Os militares foram até o local e constataram que a denúncia era verdadeira. De acordo com o cabo Marconi, o bebê ficou na mala por cerca de 14 horas.

A mãe da criança morava sozinha com os três filhos de 3, 5 e 9 anos, e afirmou à polícia que não contou a ninguém sobre a gravidez. Graziele e a menina foram levadas para o Hospital Risoleta Tolentino Neves, onde receberam atendimento.  

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