O capitão

iG Minas Gerais | Diego Costa |

LUCA BRUNO/AP - 26.7.2012
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A Família Scolari também tem um “Monstro” entre os seus principais integrantes. Mas a alcunha serve para despertar o medo somente nos atacantes adversários. Capitão da seleção brasileira, o zagueiro Thiago Silva é uma das referências do time que vai em busca do hexa neste ano.

Carioca da gema, Thiago Emiliano da Silva, de 29 anos, jogou pelas categorias de base do Fluminense e do Barcelona-RJ antes de chegar ao RS Futebol, do Rio Grande do Sul. No pequeno clube gaúcho, ele se destacou e foi para o Juventude-RS. Em 2004, formou uma boa dupla de zaga com outro ex-zagueiro da seleção brasileira, Naldo, que atualmente está no Wolfsburg, da Alemanha. No ano seguinte, já estava defendendo o Porto-POR. Mas os ares europeus não fizeram bem ao jogador. Depois da passagem apagada por Portugal, repetiu o insucesso no Dínamo de Moscou, na Rússia, e a volta ao Brasil foi questão de tempo.

Em 2006, retornou ao país sendo emprestado ao Fluminense. A partir daí, começou a virada em sua carreira. Firmou-se na posição e conquistou a Copa do Brasil, em 2007. No ano seguinte, foi vice da Libertadores e se tornou ídolo da torcida das Laranjeiras. De lá, foi para o Milan, em 2009. Foi convocado por Dunga para a Copa de 2010, mas não entrou em campo. Desde 2012, defende o badalado PSG. Ele ajudou a recolocar o clube francês entre os maiores times do mundo.

Unanimidade na seleção, é um dos atletas mais cobiçados da posição atualmente. O Barcelona já sonhou em contratá-lo.

Pulmão para superar as dificuldades Bem diferente de sua primeira passagem pelo Velho Continente, atualmente Thiago Silva faz sucesso no futebol europeu. Nos anos de 2005 e 2006, o jogador viveu um verdadeiro drama na carreira. Os problemas começaram quando ele ainda estava no Porto. Ele passou a sentir dores no peito e teve dificuldades para jogar pelo clube português. A situação piorou com o intenso frio da Rússia, onde atuou pelo Dínamo. Ficou internado por cinco meses. Os exames feitos em Thiago constataram que ele estava com um quadro grave de tuberculose. Os médicos chegaram a sugerir que ele retirasse um pedaço do pulmão, o que significaria o encerramento precoce da carreira como jogador. A recuperação veio no Fluminense, onde o “Monstro” surgiu e pode ser o responsável por levantar a taça em solo brasileiro.

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