De olho na seleção brasileira do futuro

iG Minas Gerais | Victor Martins |

Elliot Paes, além de coordenar a preparação física da seleção brasileira Sub-20, supervisiona as atividades das outras
categorias de base da CBF
leo fontes - 18..3.2014
Elliot Paes, além de coordenar a preparação física da seleção brasileira Sub-20, supervisiona as atividades das outras categorias de base da CBF

Não falta nem um mês para começar a Copa do Mundo de 2014, mas algumas pessoas já estão pensando no Mundial de 2018 e até mesmo no de 2022. Apesar de o Brasil estar tão perto de sediar a competição pela segunda vez, dentro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já tem quem trabalhe visando às próximas disputas. Um desses abnegados é o mineiro Elliot Paes, preparador físico da seleção brasileira sub-20 e responsável por supervisionar o trabalho nas demais categorias de base da CBF.  

Apesar de o Brasil ser o país com mais títulos de Copa do Mundo e ter vencido, em 2011, o Mundial Sub-20, a situação nas categorias de base não é das melhores. Ou pelo menos não era quando Elliot assumiu o cargo, no começo do ano passado. Tanto é que o Brasil nem sequer se classificou para a última Copa do Mundo da categoria, quando era comandado por Emerson Ávilla, que chegou a ser treinador do Cruzeiro.

O primeiro passo do trabalho foi fazer uma avaliação de como estavam todas as seleções de base, desde a parte técnica até da estrutura oferecida para o trabalho, além da capacitação dos profissionais que trabalham com os jovens talentos do Brasil. O segundo passo desse processo foi a criação de um programa, um software para fazer a ligação entre CBF e clube.

“Foi criada uma ferramenta para fazer uma relação muito mais direta entre os clubes e a CBF. Cada profissional da área (técnico, preparador de goleiro, preparador físico, médicos) tem que fornecer informações dos atletas, e vice-versa. Eles recebem uma senha, e fica mais fácil ver o que é feito na seleção, seja em jogos ou até mesmo em treinamentos”, explica o preparador físico.

A troca de informações evita que convocações sejam perdidas. Uma rotina do treinador da seleção de base era ligar para os técnicos dos clubes e pegar informações dos atletas. Mas, entre a data da ligação e o início dos treinos, muita coisa acontecia, fazendo que jogadores se apresentassem sem condição de jogo.

Outro trabalho em andamento é unificação da preparação física nos grandes clubes brasileiros. “Em 2013, fizemos o primeiro encontro. Reunimos 40 clubes para apresentar o programa, que é calcado naquilo que vem sendo feito no grupo principal. Todas as categorias de base trabalhariam em cima do que está sendo feito pelo Felipão. Quando o atleta chegar à seleção adulta, já vai saber o que está acontecendo.”

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