O marcador

iG Minas Gerais | Victor Martins |

Nenhuma outra seleção teve tantos jogadores expulsos em Copas do Mundo como teve o Brasil. Em 19 participações no Mundial, com 197 partidas disputadas, 11 jogadores brasileiros já foram excluídos. E tudo começou com Zezé Procópio. O mineiro de Varginha foi o primeiro jogador do Brasil expulso. Na época, não existia cartão vermelho, por isso foi convidado a se retirar da partida. Isso aconteceu no empate em 1 a 1 com a Tchecoslováquia, em 1938.

O jogo foi um dos mais violentos da história do Mundial. Tanto que Zezé Procópio precisou de apenas 14 minutos para ser expulso, ou melhor, convidado a se retirar do campo, pelo árbitro húngaro Paul von Hertzka. Depois, outros dois jogadores foram eliminados do jogo, um de cada lado, e dois atletas tchecos foram parar no hospital.

O recorde de expulsões só foi batido bem depois, em 2006. Em jogo válido pelas oitavas de final, Portugal e Holanda tiveram quatro expulsos, sendo dois para cada lado. Em outras duas partidas, em 1954 (Brasil x Hungria) e 1998 (Dinamarca x África do Sul), três jogadores também levaram o cartão vermelho.

Mas lembrar-se de Zezé Procópio apenas por ser o primeiro brasileiro expulso em Copa do Mundo é injusto. O lateral-direito teve uma carreira brilhante, sempre atuando em grandes clubes, e foi titular da seleção durante um Mundial. Feito ainda alcançado por poucos jogadores.

Ele jogou por Villa Nova, Atlético e Botafogo, clube que o levou para a seleção brasileira, além de Palmeiras e São Paulo.

Geral. Em 20 partidas com a camisa canarinho, Zezé Procópio deixou o campo vitorioso em dez oportunidades, além de seis derrotas e quatro empates

Copa do Mundo. O lateral-direito Zezé Procópio foi titular do Brasil em 1938 e participou de quatro das cinco partidas daquela campanha

Galo. Pelo Atlético ele jogou durante uma temporada. Em 30 partidas, marcou dois gols e conquistou um título

 

Acumulador de títulos Seja pela seleção brasileira ou pelos clubes, o que Zezé Procópio fez, e muito, foi comemorar títulos. Com a camisa canarinho, ele venceu uma Copa Rocca, que consistia em um duelo entre Brasil e Argentina. Nos clubes, ele foi campeão mineiro quatro vezes, todas com o Villa. Pelo Atlético, venceu a Copa dos Campeões, em 1937. No Botafogo, no entanto, a passagem foi sem títulos. Mas ele voltou a ser campeão quando defendeu as cores do Palmeiras em 1942 e em 1947, um ano antes de encerrar a carreira como jogador e virar treinador.

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