Dedé, de ‘Mito’ a trapalhão

Para muita gente, excesso de confiança é principal problema do atleta, o que pode ter lhe custado ida à Copa

iG Minas Gerais | Bruno Trindade e Guilherme Guimarães |

Fora da lista. Companheiros de Dedé negam que ele tenha ficado abalado emocionalmente por não ter sido convocado para a Copa
UARLEN VALERIO / O TEMPO 14.05.
Fora da lista. Companheiros de Dedé negam que ele tenha ficado abalado emocionalmente por não ter sido convocado para a Copa

A força física, a velocidade, o bom aproveitamento na bola aérea, a raça e a vibração dentro de campo renderam ao zagueiro Dedé, ainda no Vasco, a alcunha de “Mito”, dada pela torcida cruzmaltina. A valorização dentro das quatro linhas passou a render fora delas, com a convocação para a seleção brasileira e a compra pelo Cruzeiro por R$ 14 milhões, representando a maior verba gasta na história do clube mineiro na aquisição de um jogador.

De festejado pela China Azul no aeroporto, quando chegou a Belo Horizonte, e pelas arquibancadas, quando estava em campo, o defensor vem sendo criticado por algumas falhas individuais. Em 2013, ele cometeu, pelo menos, quatro deslizes, que resultaram em gols dos adversários. Neste ano, o zagueiro também teve participação negativa em quatro gols dos rivais: nos dois gols do San Lorenzo, um na Argentina e outro no Mineirão, que culminaram na eliminação celeste da Copa Libertadores, e nos dois gols anotados pelo Coritiba, anteontem, que deixaram a vida dos mineiros bem complicada para conseguir vencer por 3 a 2.

Questionado sobre os erros individuais do zagueiro, o técnico Marcelo Oliveira, na última semana, desconversou e atribuiu a eliminação na Copa Libertadores a outros fatores. “Esse assunto sobre o que foi bom e o que não foi, a gente conversa internamente. Saímos da Libertadores porque fomos inconstantes, infelizes em algum momento e porque todos nós tivemos equívocos em algum momento”, declarou o comandante.

Após o duelo com o Coritiba e as duas falhas de Dedé, o treinador celeste, novamente, preferiu falar em termos coletivos, mas revelou que vai haver cobrança. “Nas duas ou três vezes que eles (Coritiba) chegaram, houve vacilo. Por mais que houvesse mérito no cruzamento, foi falha nossa e vamos cobrar. É muito difícil fazer três gols e isso poderia ter complicado o jogo”, analisou.

Titular da defesa celeste, o zagueiro Bruno Rodrigo nega que o companheiro de zaga tenha ficado abatido com a não convocação para a Copa do Mundo. “Acredito que o Dedé esteja bem, o admiro muito e estava torcendo para ele ir à Copa. Ele até pode ter ficado chateado, mas eu não o vejo abatido. Está fazendo bons jogos na minha opinião”, comentou.

Destaque na defesa nesta temporada, o jogador indica como poderia ajudar o amigo Dedé a recuperar o prestígio e a boa fase no miolo de zaga celeste. “De repente, temos que treinar mais o posicionamento, pois levamos gols que não estávamos acostumados a tomar. Com uma correção de posicionamento, a gente resolve isso. Todos estamos unidos. Se um errar, o outro pode consertar o erro do amigo. Isso vem acontecendo e todos se dedicando ao máximo para ajudar. Não só o Dedé, mas o Ceará, o Everton. Todo mundo ajuda todo mundo”, concluiu.

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