Poluição suja a imagem do Jogos

Prefeito do Rio, Eduardo Paes diz ter “quase certeza” que locais estarão prontos a tempo

iG Minas Gerais | da redação |

Medo. Velejadores admitem receio de competir no Rio de Janeiro em função da sujeira no mar
Moacyr Lopes Júnior/Folha Image
Medo. Velejadores admitem receio de competir no Rio de Janeiro em função da sujeira no mar

Com o título “Aviso aos velejadores olímpicos: não caiam nas águas do Rio”, o jornal americano “New York Times” (NYT) publicou, ontem, uma extensa reportagem sobre os problemas que a organização da Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, não tem conseguido resolver.

Com relação ao cartão postal da capital carioca, a Baía de Guanabara, a matéria dos jornalistas Simon Romero e Christopher Clarey faz críticas severas. “Eu nunca vi nada assim antes”, diz ao NYT o velejador austríaco Nico Delle Karth, que afirma ao jornal americano ter encontrado de pneus de carro a colchões flutuando na água, além de um mau-cheiro tão forte que chegou a ter medo de colocar seus pés na água para lançar seu barco.

Para o NYT, a limpeza da Baía de Guanabara pode ser o maior desafio dentre os vários que a organização dos jogos enfrenta. Entidades estaduais de meio ambiente estimam que mais de 10% do lixo não é coletado na cidade e muito desse material acaba na baía via canais e rios degradados. “A baía é uma latrina”, disse ao jornal americano o biólogo Mario Moscatelli.

Ampla. A matéria também recorda as recentes críticas feitas por diretores do Comitê Olímpico Internacional (COI) dirigidas à organização dos jogos no Rio. John Coates, vice-presidente da entidade, afirmou no mês passado que a organização da Olimpíada de 2016 foi “a pior” que ele já havia visto.

A matéria também descreve a pressão que o COI tem recebido para ter um plano “B” caso o Rio não consiga ter a estrutura mínima para o evento acontecer.

O ministro do Esportes Aldo Rabelo também foi ouvido e rebateu as críticas nesse sentido. “Eu posso garantir que dizer isso é um blefe”, argumentou. “Duvido que o Comitê Olímpico quer perder esse negócio”, completou o ministro.

Exemplo ruim

Copa. Publicada a menos de um mês para o início da Copa do Mundo, a reportagem também traz os problemas do evento de futebol, como o atraso na entrega dos estádios, que receberão os jogos, e mortes de operários.

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