Meirelles de vice, só se deixar PT

Presidenciável tucano, Aécio Neves admite conversar com PSD, mas só se sigla abandonar Dilma

iG Minas Gerais | Guilherme Reis E Larissa Arantes |

Costura. Kassab e Henrique Meirelles , que é especulado como pré-candidato a vice na chapa de Aécio
VANESSA CARVALHO
Costura. Kassab e Henrique Meirelles , que é especulado como pré-candidato a vice na chapa de Aécio

Ainda em fase de análise do seu pré-candidato a vice Presidente da República, o senador Aécio Neves (PSDB) citou nesta segunda a possibilidade de o ex-presidente do Banco Central do governo Lula Henrique Meirelles (PSD) ocupar o posto. Segundo o tucano, se o partido de Meirelles deixar a base de apoio do governo da presidente Dilma Rousseff, poderá haver alguma negociação.

“Meirelles é um nome extremamente qualificado, que o Brasil inteiro respeita. Mas o que vejo hoje é que seu partido tem um compromisso com a presidente da República. Se isso mudar, vamos conversar”, respondeu.

A hipótese, no entanto, foi rechaçada nesta segunda mesmo pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. “Está consolidada a posição do PSD em apoiar a reeleição da presidente Dilma. Ela já foi inclusive a evento do partido em que a aliança foi consolidada. Em torno de 80% do partido querem a aliança com Dilma. Os outros 20% são de gente nos Estados que têm dificuldade em manter alianças com o PT, mas são minoria dentro do partido”, destacou Kassab.

O dirigente confirmou que jantou com Dilma na quarta-feira passada no Palácio do Planalto, e que esteve também com o ex-presidente Lula, a quem garantiu a manutenção da posição de apoio à reeleição.

A aproximação de Aécio também foi descartada pelo ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos (PSD). “Não existe a hipótese de Meirelles ser vice de Aécio”, afirmou.

Formação. Ainda sobre as alianças em nível nacional, Aécio Neves comentou a possibilidade de o PSB desmanchar a composição que se desenhava. “Continuo onde sempre estive. O meu objetivo é encerrar esse ciclo de governo que aí está e iniciar um outro. Eu não mudarei a minha estratégia e tampouco os entendimentos e acordos que firmei. Pelo menos da minha parte serão honrados”, avaliou.

O senador admitiu que para participar da disputa eleitoral é preciso viabilizar alianças suprapartidárias para ter competitividade. “Sempre sou muito crítico em relação a esse excessivo número de partidos. Mas é o jogo. O que nós estamos percebendo em todo o Brasil é que as alianças estaduais não vêm seguindo a lógica nacional”, argumentou.

O apoio do PP à pré-candidatura de Aécio, por exemplo, ainda é uma incógnita. Porém, o governador de Minas Gerais Alberto Pinto Coelho (PP) disse nesta segunda que vai continuar tentando tirar o partido da base de Dilma. “Se não for possível, que (o PP) ao menos alcance a neutralidade”. 

Lobão

Ação. O PSDB ingressou com ação no TSE contra o senador Lobão Filho (PMDB-MA), pré-candidato ao governo do Maranhão, por discurso em que acusa Aécio de ser contra o programa Bolsa Família.

Reedição da chapa “está indo bem” São Paulo. A permanência do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), na chapa de Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, deve ser decidida em 10 de junho, quando será realizada a convenção nacional do PMDB em Brasília. “Quanto à vice, vai caminhando bem. Vou fazer esforço extraordinário para que todos os Estados apoiem a aliança nacional, compreendendo as divergências regionais”, afirmou Temer, após uma palestra na Associação Comercial de São Paulo.  

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