Deputado tenta banir do país biochip instalado em humanos

Dispositivo criado por mineiros, que já está em uso, é como um controle remoto

iG Minas Gerais | Da Redação |

Com o temor de que todos os brasileiros tenham “o sinal da besta”, o deputado federal paulista Missionário José Olímpio (PP-SP) apresentou à Câmara dos Deputados na última semana o projeto de lei 7561/2014, que pretende proibir o implante de chips e outros dispositivos eletrônicos em seres humanos no país.

Na justificativa de seu projeto, Olímpio cita a Bíblia e compara a implantação de dispositivos eletrônicos e eletromagnéticos à “marca da besta”. Ele diz que o Congresso tem que impedir que esse tipo de tecnologia seja incorporada aos brasileiros. “Tendo em conta que o fim dos tempos se aproxima, é preciso que o Parlamento brasileiro se antecipe aos futuros acontecimentos e resguarde, desde logo, a liberdade constitucional de locomoção dos cidadãos. Urge que se proíba a implantação em seres humanos de chips ou quaisquer outros dispositivos móveis que permitam o rastreamento dos cidadãos e facilitem que sejam as pessoas alvo fácil de perseguição e toda sorte de atentados”, escreveu. Ainda na justificativa, o deputado disse que “o povo brasileiro não se deve iludir com tais artifícios, que escondem uma verdade nua e cruel: há um grupo de pessoas que busca monitorar e rastrear cada passo de cada ser humano, a fim de que uma satânica Nova Ordem Mundial seja implantada”. Em novembro de 2013, O TEMPO publicou com exclusividade que o equipamento estava próximo da realidade dos mineiros. Em fevereiro deste ano, nova reportagem mostrou que o dispositivo já estava em Belo Horizonte e passava por testes. Esse tipo de tecnologia é considerada promissora, pois as pessoas poderiam dispensar chaves, senhas e códigos de barras sem perder a privacidade e segurança. O chip foi implantado pela primeira vez no início deste mês, em um pesquisador de Belo Horizonte, que conseguiu destravar uma catraca usando apenas o dispositivo eletrônico. Mas não basta apenas ter o chip. “Para cada objeto que a pessoa quisesse automatizar teria que ser comprado um leitor. Porém, a informação precisa ser levada para outro lugar para ser interpretada e obedecer o comando, o que é feito por uma placa (Arduino, RaspBerry ou Cubieboard) com um programa específico”, disse um dos criadores do projeto, Ewerson Guimarães, em entrevista ao jornal em novembro de 2013.

Dispositivo é implantado em dez minutos A primeira implantação de um biochip em um humano aconteceu em um estúdio de tatuagem em Belo Horizonte, no início deste mês. Segundo o responsável pelo estúdio e pelo procedimento, o tatuador Rafael Dias, a aplicação não levou mais do que 10 minutos. “A aplicação é bem rápida. O mais demorado é a parte de análise do tecido onde será aplicado para não atingir nenhum vaso sanguíneo”, afirma. Dias disse que é possível que o seu estúdio também fique responsável pelos próximos procedimentos, e que antes procurou pesquisar sobre o material. “Procurei saber de onde veio o material, do que se tratava, pois eu já trabalho com materiais bem específicos e todos têm certificado. E o material do biochip é o mesmo material com que alguns fornecedores fabricam algumas joias. Além disso, o vidro que reveste a parte externa do chip é um dos materiais mais biocompatíveis que existem. Isso significa que a chance de rejeição é muito próxima de zero e que o corpo aceita normalmente”, explica o tatuador.

Relembre Novembro de 2013: Pesquisadores mineiros divulgam a vinda dos dispositivos Fevereiro de 2014: Primeiros biochips chegam em Belo Horizonte Maio de 2014: Primeiro material é implantado na cidade

 

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