Escola paulista inaugura sala de aula no “formato Google”

Mapas virtuais e videoconferências no lugar de quadro e carteiras

iG Minas Gerais |

Colaboração. Sem carteira, com ambiente descontraído, escola quer construir novo conceito de interação com alunos
Colégio Mater Dei/Divulgação
Colaboração. Sem carteira, com ambiente descontraído, escola quer construir novo conceito de interação com alunos

São Paulo. Espalhados sobre almofadas, bancos coloridos e até cubos mágicos gigantes, os alunos têm olhos atentos às telas – de uma televisão e dos próprios tablets. Na roda de conversa, mal dá para ver quem é o professor. Parece recreio, mas é hora de estudo: esta é a primeira sala de aula no formato Google do mundo, recém-inaugurada em um colégio particular de São Paulo.

A nova sala foi aberta há um mês no Colégio Mater Dei, no Jardim Paulista, zona oeste da capital. O projeto é uma parceria da escola com o setor de educação do Google, que fez ontem o lançamento mundial do programa baseado na experiência, que ganhou o nome de Google Learning Space.

Outros colégios poderão buscar a empresa para reproduzir o modelo, parecido com seus escritórios ao redor do mundo – com ambientes de trabalho descontraídos para estimular a produtividade.

A ideia, que surgiu dentro do Mater Dei, era criar um ambiente diferente para o ensino. Mais importante que o uso de tecnologia, o objetivo é construir um novo conceito de interação do professor com os estudantes. “A escola deve melhorar o ambiente colaborativo, de troca. Buscamos o Google porque é uma empresa que trabalha nesse sentido”, explica o diretor do colégio, Sylvio Gomide. “O modelo de carteiras enfileiradas é passado. Daqui a um tempo, todas as nossas salas de aula serão assim”, garante.

A sala foi montada em seis semanas. Em funcionamento, o espaço, sem carteiras nem quadro-negro, superou as expectativas. “Na sala, podemos debater de igual para igual”, diz Celina Machado, 17, aluna do 3.º ano do ensino médio.

Vale tudo. Além da relação mais próxima entre professores e alunos, a aposta tecnológica é forte. Nas classes, os alunos usam projeções multimídia, mapas virtuais, videoconferências internacionais e trabalhos coletivos, com softwares de edição compartilhada de textos. “Nem sempre dava para entender bem só com um desenho do professor no quadro, por exemplo. Agora, temos vários recursos à disposição”, elogia Gabriel Fernandes, 17, do 2.º ano do ensino médio.

A “cola” também está liberada: é permitido recorrer à internet para aprofundar pesquisas, ajudar colegas e até corrigir o professor, se necessário. Smartphones, tablets e notebooks devem ser usados durante as aulas na sala “formato Google”.

Flash

Pesquisa. Representantes da escola visitaram centros considerados referência pela utilização de recursos tecnológicos, como o Media Lab do MIT.

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