Mitos e falsas verdades que se vão!

iG Minas Gerais |

Sempre questionei algumas frases muito repetidas como verdades do futebol. Com o passar do tempo e depois de assistir a tantos jogos de futebol em Minas e mundo afora, dos mais e menos importantes, conclui que todas essas “verdades” eram e são um monte de bobagens. A Libertadores da América 2014 será decidida por quatro times que nunca foram campeões. Lembrei-me da campanha de motivação do Olimpia em Assunção no ano passado, contra o Atlético, nas rádios, jornais e TVs: “O Rei de Copas quer a Copa de volta”. Deu no que deu! O Grêmio é conhecido como time “Copeiro” e saiu antes do Cruzeiro na atual disputa sul-americana. Na pós- eliminação do Cruzeiro, ouvi de tudo, entre disparates, repetições e chutes, com requintes de covardia, tipo: “Faltou experiência internacional a Marcelo Oliveira”; “O plantel não é tão bom como se imaginava”; “O Cruzeiro precisa reaprender a ser um time copeiro”, e por aí vai! O futebol é menos complicado do que muitos, especialmente colegas da imprensa, querem passar. Vence quem tem o melhor time e se for bem no jogo (em caso de decisão) ou manter a regularidade, no caso de pontos corridos. Diferenças Dedé é muito bom zagueiro, principalmente para atacar, mas costuma falhar feio na sua função específica. Comprometeu o Cruzeiro em jogos que ficaram na memória: contra o Flamengo, pela Copa do Brasil; contra o Defensor e o San Lorenzo, pela Libertadores. Se fosse no Brasileiro, por pontos corridos, não seria comprometedor, pois haveria novos jogos para recuperação, como houve no ano passado. Mas contra o San Lorenzo era a decisão! Dedé foi mal contra o Coritiba, mas o Cruzeiro venceu, e, mesmo se não vencesse, o campeonato é longo e haveria tempo para recuperação. Falhas acontecem, o futebol é assim, e isso não desvaloriza Dedé. O que não é justo é culpar um treinador ou dizer que ele não tem “experiência”, ou que o clube precisa “voltar a ser copeiro”. E não é honesto querer forçar uma barra e dizer que a diretoria já está conversando com outro técnico.

Versões e fatos O Liverpool, um dos maiores ganhadores de títulos na Inglaterra, perdeu o controle na reta final e lá se foi mais uma taça tida como ganho. Cadê a famosa “frieza britânica”? O Atlético de Madrid também perdeu as rédeas na reta final espanhola, mas, no jogo decisivo contra o Barcelona, “time de chegada”, foi campeão, no Camp Nou. Cadê o “bicho papão”, “de chegada”, jargões tão repetidos pela mídia? Simples assim! O América vai muito bem na Série B porque contratou Moacir Júnior, que já tinha mostrado ser um bom treinador; que por sua vez montou um bom time, e muito mais barato que o de 2013. O Atlético ainda não engrenou neste ano porque tem jogadores cujo prazo de validade já venceu ou vivem machucados. E Ronaldinho ainda não quis nada com a temporada. Se quiser, volta a levar o Galo a grandes vitórias.

Comemorações Recebi do leitor Alexis Campos Alves e concordo plenamente com ele: “. . . essa mania do politicamente correto de os jogadores não comemorarem gols contra ex-clubes (até o Fernando Torres fez isso ao marcar pelo Chelsea contra o Atlético de Madrid), o que acaba sendo agravado por essas cláusulas de contratos também mais que estranhas dos clubes de exigirem que seus ex-jogadores não joguem contra eles (o exemplo de Jadson e Pato no clássico Corinthians e São Paulo foi o mais recente). Acho que o futebol perde com isso, além de o fato de os jogadores não comemorarem os gols é até uma falta de respeito com o atual clube, que paga seus salários etc. Seria o mesmo que ir a uma festa e não dançar ou beijar a atual namorada porque a “ex” se encontra no recinto…”

Presenteados Também concordo com o Alexis: “. . . causou estranheza a escalação de Sandro Meira Ricci como árbitro brasileiro na Copa do Mundo. Qual o critério para a escolha? Afinal, Ricci até pouco tempo era um total desconhecido e, atualmente, é mais conhecido pelas atuações desastrosas do que por alguma magistral…” E digo mais: o futebol brasileiro é assim: quanto mais lambão o apitador, mais prestigiado ele é. Especialmente se as lambanças favorecerem algum clube de interesse dos cartolas que mandam, da cúpula. Se não for escalado para uma Copa ou Olimpíada, ganha emprego de comentarista de TV. Sobre jogadores não comemorarem gols, falei neste ano, quando Obina não comemorou contra o Atlético no Campeonato Mineiro. Recentemente Julio Baptista não comemorou contra o São Paulo. No domingo, André, do Atlético, não entrou nessa e comemorou os dois gols feitos contra o Santos, clube que o revelou e onde ele se projetou. Aliás, o segundo gol foi de artilheiros afiados: sentiu que ali estava uma oportunidade e bateu de bico, golaço! No primeiro gol ele agradeceu a lateral Alex Silva, que fez uma ótima jogada.

 

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