Polícia nega ter pedido série de exames de gravidez

Funcionárias fizeram teste após suposto feto ter sido encontrado

iG Minas Gerais | Bárbara Ferreira |

Hospital admitiu ter pedido exames de gravidez para funcionárias
RENATO COBUCCI/IMPRENSA MG
Hospital admitiu ter pedido exames de gravidez para funcionárias

Após cerca de 20 funcionárias do Hospital Municipal de Ibirité, na região metropolitana da capital, terem afirmado que foram obrigadas a realizar testes de gravidez por causa de um suposto feto encontrado em uma lixeira da unidade, a Polícia Civil negou ter emitido qualquer pedido de exame. No último sábado, reportagem de O TEMPO trouxe relatos de duas trabalhadoras que reclamaram do procedimento.

De acordo com o delegado Welington Martins Faria, a iniciativa veio por parte do próprio hospital, depois que o feto teria sido encontrado no quarto de descanso das enfermeiras. A polícia foi chamada, mas a sala já havia sido limpa. Por isso, não houve perícia. Os investigadores não encontram o suposto feto.

Faria explicou que exames como esse só podem ser feitos consensualmente, e que nem a Justiça pode obrigar uma pessoa a produzir provas contra si mesma.

As funcionárias pediram anonimato, mas afirmaram que a administração do hospital alegou que o exame era um pedido da polícia e, por isso, elas concordaram.

“Na última sexta-feira, a diretora do hospital entrou em contato para que eu emitisse um ofício requerendo os exames, mas expliquei para ela que não poderia fazer isso”.

Investigação

Material. O delegado afirmou nesta segunda que não havia nenhum feto ou tecido humano no material recolhido e que apenas papéis cheios de sangue estão sendo examinados.

DNA.  O policial também informou que está aguardando os exames do instituto de criminalística para comprovar se o DNA encontrado é humano. Testes. No dia em que o tecido humano foi encontrado, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, 47 mulheres estavam de plantão e, até hoje, 40 delas já fizeram o exame. De acordo com a prefeitura da cidade, os testes foram feitos para resguardar as funcionárias durante as investigações.

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