Empresários são orientados a esvaziar as lojas em dias de jogos

Para evitar os prejuízos registrados a concessionárias de veículos nos protestos do ano passado, concessionários e distribuidores são orientados e recolher estoque e fechar as portas

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

Concessionárias e distribuidores de veículos na capital serão orientados a fechar as portas em dias de jogos e recolher os estoques, para evitar prejuízos com os registrados durante as manifestações de junho do ano passado. Nesta segunda-feira (19), o Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos de Minas Gerais (Sincodiv-MG) esteve reunido no Ministério Público com representantes da Polícia Militar (PM) e Polícia Federal para discutir o assunto.

Segundo o presidente do Sincodiv-MG, Mauro Morais, o encontro foi para falar sobre os prejuízos causados pelos protestos do ano passado, mas acabou servindo para orientar os empresários a evitar os danos durante a Copa deste ano. “Cada um expoôs o seu ponto de vista sobre a Copa das Confederações tentando justificar o que aconteceu e a atitude da PM, que continuamos considerando como omissa naquele momento”, disse Morais.

Ainda de acordo com o presidente do sindicato, a categoria foi orientada a tomar providências para minimizar os possíveis danos. “A conclusão que chegamos é que hoje, a PM está mais preparada, e que as manifestações serão menores este ano. Com isso, discutimos várias possibilidades e saímos de lá com algumas recomendações que serão passadas aos nossos associados, como não contratar ex-policiais como seguranças ou mantê-los armados para ficar nas lojas, para evitar o pior, como algum manifestante baleado ou morto, fechar as lojas e retirar estoques e produtos em dias de jogos, além de uma aula sobre legislação”, esclareceu Morais.

Ao sindicato, a PM informou que dá total apoio às concessionárias e que estará a disposição delas em dias de jogos, de acordo com o tamanho da manifestação.

Participaram do encontro, além do presidente do Sincodiv, a chefe do comando do policiamento da capital coronel Cláudia Romualdo, o procurador geral José Antônio Baeta, dois delegados da Polícia Federal e os donos de algumas concessionárias de Belo Horizonte. 

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