Caminhoneiro que deixou companheira paraplégica é preso

Ela corre o risco de ficar tetraplégica, caso uma das balas alojadas na coluna dela seja retirada; vítima foi baleada pelo companheiro por ciúme quando saía para o trabalho

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

O caminhoneiro suspeito de atirar na mulher e deixá-la paraplégica em Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi apresentado pela Polícia Civil nesta segunda-feira (19). O crime aconteceu na última terça-feira (13) e a vítima corre o risco de ficar tetraplégica.

Segundo o delegado Guilherme Guimarães Catão, Geraldo dos Santos Ferreira, 50, era casado com Ana Maria Maiello, 43, há 25 anos. Ela trabalha em uma empresa de ônibus da cidade, o que causava ciúmes em Geraldo. “Ele achava que ela estava tendo um relacionamento extraconjugal com algum colega de trabalho”, contou Catão.

Na terça-feira, Ana Maria estava de saída para o trabalho quando foi atacada por Geraldo. Ele sacou um revólver de calibre 22 e atirou contra a companheira, que foi atingida por quatro disparos, dois na coluna e dois no braço. A filha da vítima, maior de idade, e o filho do suspeito, um adolescente de 13 anos, presenciaram o crime.

A mulher foi levada para o hospital e perdeu os movimentos das pernas. Mas a situação pode se agravar ainda mais caso um dos projéteis, alojado na coluna, seja retirado. Neste caso, ela corre o risco de ficar tetraplégica.

Após o crime, Geraldo fugiu, mas se apresentou à polícia na sexta-feira (16), acompanhado de um advogado. Como o delegado já havia feito o pedido pela prisão preventiva do suspeito, ele foi detido na ocasião. O homem contou que jogou a arma em um rio perto de casa, mas ela não foi encontrada pelos policiais.

Geraldo irá responder por tentativa de homicídio qualificado - motivo fútil - e pode pegar até 10 anos de prisão pelo crime.

Ainda de acordo com Catão, o inquérito está quase finalizado, faltando apenas o depoimento da vítima, que será ouvida quando receber alta do hospital.

Alerta

Segundo o delegado Guilherme Catão, há registros de denúncias de ameaças de Geraldo feitos por Ana Maria, desde 2007. “Se o companheiro começou a ameaçar, começou a agredir, a pessoa tem que sair de casa, tem que dar um jeito de separar. Depois de várias ameaças, a tendência é que elas passem a se tornar cada vez mais graves e o resultado é a concretização delas, que ocorre mais cedo ou mais tarde. Se a vítima foi ameaçada, ela tem que procurar a polícia, tem que tomar as medidas preventivas, sair de casa, para evitar que aconteça o pior, como neste caso”, explicou o delegado.

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