Dilma promete investir em hidrovias 'nos próximos anos'

"O agronegócio já tinha há algum tempo descoberto que, no que se refere do paralelo 16 para cima, a melhor alternativa é sair pelas nossas hidrovias ao norte", discursou a presidente

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Legislação também causou alterações na famosa Lei Pelé
Wilson Dias/Agência Brasil
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Em aceno ao setor do agronegócio, a presidente Dilma Rousseff prometeu nesta segunda-feira (19) que fará "nos próximos anos" investimentos em infraestrutura, sobretudo na área do transporte hidroviário e de cabotagem, considerados por ela "prioridade".

Durante anúncio do Plano Safra 2014/2015, que destinará entre julho deste ano e junho do ano que vem R$ 156,1 bilhões em investimentos, ela fez uma defesa dos recentes investimentos do governo em logística, mas disse que "precisamos de investidores em ferrovias".

"Construímos um modelo que tira o risco de demanda do investidor ferroviários e restringe o risco de uma forma eu diria assim que dá sustentação para a licitação de ferrovias", disse a presidente. "Nós teremos que articular um grande e ousado projeto de integração de modal hidroviário. O Brasil tem de explorar novamente as suas hidrovias."

"O agronegócio já tinha há algum tempo descoberto que, no que se refere do paralelo 16 para cima, a melhor alternativa é sair pelas nossas hidrovias ao norte", discursou Dilma.

"Esse é um processo que nós temos que consolidar nos próximos anos. Não só construir os escoamentos rodoviários, mas também construir os escoamentos ferroviários. E aí estou falando de todos os trechos que levam a nossa produção para os rios do sistema hidroviário do Amazonas."

APROXIMAÇÃO

O setor tem se aproximado progressivamente do principal adversário de Dilma ao Planalto, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que conta com uma base de governadores que orbitam entre governo e oposição.

A presidente trabalha para reaproximar o setor. Há duas semanas, foi à Expozebu, em Minas Gerais.

Nesta semana, vai a Anápolis (GO) inaugurar trecho da ferrovia Norte-Sul, e ainda deverá receber representantes do setor no Palácio da Alvorada.

ELOGIOS

Pouco antes, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), elogiou a presidente e sua iniciativa na área logística, sobretudo com o novo marco regulatório dos portos.

Disse que "praticamente todas as solicitações da CNA foram atendidas", mas ponderou a necessidade de investimentos em hidrovias para desafogar o escoamento de grãos dos Estados do Centro-Oeste e do Norte.

Pediu ainda à presidente dar urgência no Congresso a projeto que normatiza a terceirização da mão de obra no setor agrário, além de estabelecer um novo marco para demarcação de terras indígenas –ambas as questões têm sido alvo de dissenso entre governo e agronegócio desde o ano passado, quando passaram a crescer as críticas do setor ao governo federal.

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