Mortos em explosão de academia são enterrados no ABC Paulista

O acidente aconteceu no último sábado (17); duas pessoas morreram e nove ficaram feridas; os feridos estão distribuídos em três hospitais da cidade

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

SP - EXPLOSÃO/ACADEMIA/SP - GERAL - Movimentação de policiais, bombeiros e curiosos no local onde uma explosão na caldeira de uma academia   em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, deixou dois mortos e pelo menos nove feridos, na manhã   deste sábado. Segundo os bombeiros, até às 13h, duas pessoas continuavam desaparecidas em meio aos   escombros. Dezoito equipes da corporação trabalhavam para resgatá-las. Um vazamento de gás teria   causado o acidente.   17/05/2014 - Foto: MARCO AMBRóSIO/ESTADÃO CONTEÚDO
ESTADÃO CONTEÚDO
SP - EXPLOSÃO/ACADEMIA/SP - GERAL - Movimentação de policiais, bombeiros e curiosos no local onde uma explosão na caldeira de uma academia em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, deixou dois mortos e pelo menos nove feridos, na manhã deste sábado. Segundo os bombeiros, até às 13h, duas pessoas continuavam desaparecidas em meio aos escombros. Dezoito equipes da corporação trabalhavam para resgatá-las. Um vazamento de gás teria causado o acidente. 17/05/2014 - Foto: MARCO AMBRóSIO/ESTADÃO CONTEÚDO

Os dois mortos na explosão de gás no último sábado, 17, em uma academia no bairro Pauliceia, em São Bernardo do Campo, foram velados e enterrados neste domingo, 18.

A professora de natação Helne Bori Czerski Alves, de 26 anos, que dava aula na academia Tem Esportes na hora do acidente, foi sepultada no fim da tarde, debaixo de chuva. Natural de São Bernardo do Campo, ela foi velada em sua cidade natal e enterrada no Cemitério do Araçá, zona oeste da capital.

No velório, a biomédica Fernanda Pinheiro Dionísio, de 26 anos, amiga de infância de Helne, lembrava da alegria e das brincadeiras da professora. Segundo ela, Helne sempre gostou de esportes e, por isso, decidiu fazer o curso de Educação Física, concluído na Universidade Estadual Paulista (Unesp).

A mãe e a irmã de Helne permaneceram o tempo todo perto do caixão, que ficou fechado a pedido da família. A mãe teve de ser amparada em alguns momentos da cerimônia.

Já o torneiro mecânico Marcos Aparecido Pardin, de 51 anos, foi sepultado no Cemitério Vila Pauliceia, em São Bernardo, às 11h. Segundo sua sobrinha Alzira da Silva, de 34, Pardin estendia roupa no varal quando aconteceu a explosão. Ele morava na casa que fica nos fundos da academia.

A cunhada de Pardin, a doméstica Benedita Maria Teodoro da Silva de 65 anos, contou que ele morou com a mulher no bairro até ela morrer, há quase dois anos, e depois passou a viver com os sobrinhos e os sobrinhos-netos.

Feridos

Cinco dos nove feridos na explosão, entre eles uma criança de 2 anos, permaneciam internados ontem. Nenhum deles corria risco de morte, segundo boletins médicos.

Os feridos estão distribuídos em três hospitais: um homem com fratura no fêmur permanecia no Pronto-Socorro Central; uma mulher com fratura exposta no joelho está no Hospital das Clínicas de São Bernardo; e três pessoas da mesma família (marido, mulher e filho) continuavam no Hospital Brasil, em Santo André. Um sexto ferido foi transferido para um hospital particular e não há informações sobre o seu estado.

A explosão aconteceu às 11h de sábado, 17, na Rua Miragaia. O imóvel ficou destruído. A Polícia Civil ainda vai investigar as causas do acidente. As primeiras informações indicam que houve vazamento de gás, que, provavelmente, era usado para aquecer as piscinas.

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