“Carta-compromisso” tucana

iG Minas Gerais |

Brasília. O senador tucano e pré-candidato à Presidência, Aécio Neves (MG), busca uma “agenda” de discursos semelhante à adotada pelo ex-presidente Lula 2002, quando foi eleito pela primeira vez. Aécio tenta se “vacinar” contra a estratégia petista de associar uma possível vitória tucana a um retrocesso, principalmente na área social e no aumento da renda dos trabalhadores brasileiros.

Para isso, o senador mineiro utiliza projetos de lei apresentados e apoiados no Congresso Nacional. O tucano vem criando, desde o ano passado, uma espécie de carta-compromisso com esses projetos.

Primeiro, propôs que o Bolsa Família – principal bandeira eleitoral do ex-presidente Lula, também usada pela sucessora, Dilma Rousseff – se tornasse uma política de Estado. Ou seja, quer garantir em lei que o benefício não possa ser abandonado pelo “governo da vez”.

Depois, Aécio estendeu a intenção de criar garantias legais para as políticas de aumento do salário mínimo do atual governo e de reajuste da tabela do Imposto de Renda. Há ainda iniciativas nas áreas da educação e da saúde. Tudo para neutralizar o discurso dos adversários – que o associam à elite.

Da mesma forma, em 2002 Lula precisou “colocar no papel” garantias de que manteria contratos vigentes durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e não mexeria nos pilares macroeconômicos – com o objetivo de conquistar a confiança do mercado. Naquela eleição, vencida pelo petista, o temor era que houvesse retrocesso nos avanços do plano Real do governo Fernando Henrique Cardoso. Por isso, Lula lançou sua “Carta ao Povo Brasileiro”, com as garantias de manutenção da política econômica.

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