Militares e familiares de PM morto fazem protesto contra a violência

Carreata saiu do cemitério da Saudade, onde militar enterrado nesta manhã, e segue para a praça da Liberdade

iG Minas Gerais | Gustavo Lameira |

Centenas de policiais militares seguem em carreata para a praça da Liberdade, região Centro-Sul, de Belo Horizonte, na manhã deste domingo (18). O protesto contra a violência saiu do cemitério da Saudade, na região Leste, onde foi enterrado o militar André Luiz Neves.

A vítima de 27 anos foi morta com um tiro na cabeça, na última sexta-feira (16), quando tentava impedir um assalto no bairro Ouro Preto, na Pampulha.

Um dos suspeitos do crime foi encontrado morto dentro de um carro abandonado, na mesma noite. Um segundo envolvido, José Henrique da Silva Bento, 30, foi preso, tentando fugir a pé.

A Sala de Imprensa da corporação não tem informações oficiais sobre a carreata que é organizado por um grupo de militares, amigos e parentes do policial.

Entenda o caso

Um policial militar de folga e à paisana morreu após ser atingido com um tiro na cabeça durante uma tentativa de assalto na noite desta sexta-feira (16), no bairro Ouro Preto, na região da Pampulha.

De acordo com militares do 34º Batalhão, uma testemunha que saía de um bar, localizado na avenida Flaming, com o policial, relatou que ao chegarem ao carro, foram abordados por três homens. Os criminosos exigiram celular, carteira e dinheiro das vítimas.

Ainda segundo a testemunha, no momento que um dos suspeitos tentou ‘tomar’ o celular dela, o militar reagiu e entrou em luta corporal com o assaltante. Na confusão, a  arma do policial caiu, o criminoso pegou o revólver, atirou na cabeça do militar e fugiu com os outros.

O militar foi socorrido em estado grave pelos próprios militares para o o Hospital Municipal Odilon Behrens (HOB), no bairro Lagoinha, na região Noroeste de Belo Horizonte. Na unidade de saúde, médicos tentaram fazer massagem cardíaca, mas ele não resistiu.

As primeiras informações dão conta que um dos suspeitos conhecido como Júnior Negão, que seria morador do bairro Primeiro de Maio e que teria atirado no policial, morreu em uma troca de tiros entre bandidos e PM.

Outro suspeito de envolvimento no crime foi preso. O terceiro envolvido fugiu e ainda não foi localizado.

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