Hall ainda tem rastos de pompa

iG Minas Gerais |

Até 2000, os seis primeiros andares do edifício abrigavam o Hotel Itatiaia. Hoje essa parte do prédio tem uma empresa de plano de saúde e quitinetes administradas pelo empresário Jeferson Terra Passos, atual síndico. Do sétimo andar ao 12º, estão os apartamentos residenciais.

O hall principal, decadente, ainda guarda rastos do passado de pompa, como mármores e luminárias originais, revestimento em madeira e detalhes dourados, vistos também no elevador. “Até há poucos meses, aqui tinha ascensorista e manivela”, conta a moradora Zolma Leite.

Conforme consta no dossiê de tombamento, o prédio foi concebido nos moldes do classicismo moderno, pelos arquitetos Rafaello Berti e Shakespeare Gomes, em frente ao pórtico de entrada da então nova capital – a Estação Central, com imponentes jardins, estátuas e fontes.

Em meio a um ponto de comércio efervescente à época da construção, o edifício faz frente para a rua da Bahia e esquina com a avenida Santos Dumont (antiga avenida do Commércio) e a rua dos Caetés, imortalizada em prosa de Carlos Drummond de Andrade: “Gosto da rua Caetés, a rua mais importante da cidade. Rua de bigodes e gritos joviais (...), sedas e vitrolas. Elegante. Popular. Nossa”. (PVP)

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