‘Em nenhum momento achei que o pior podia acontecer’

Carlota Mello - ex-expedicionária da FEB

iG Minas Gerais |

A senhora teve medo de morrer? Não. A gente não tinha tempo para nada. Quando ia dormir, sentia muita saudade da minha família, mas em nenhum momento achei que o pior podia acontecer.

Qual era o idioma usado na guerra? Convivi, em Nápoles, principalmente com americanos do 5º Exército. Eles estavam muito preparados para a guerra. Sabiam falar italiano, espanhol e até português. Não tive qualquer dificuldade em me comunicar.

Quando a senhora voltou ao Brasil, por que não se casou e teve filhos? Sempre fui arrimo de família. Cuidei de minha mãe doente e de um irmão cego, que se casou, e a família dele acabou vindo morar comigo. Adotei uma sobrinha-neta, logo após seu nascimento. Deborah é como se fosse minha filha e mora comigo até hoje.

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