Calculadora nas mãos: siglas buscam fórmula para crescer

Na disputa para deputados, a matemática vale muito mais do que as alianças programáticas

iG Minas Gerais | Tâmara Teixeira |

Decisão. Júlio Delgado aponta que a militância irá decidir chapa
Lucio Bernardo Jr. /CÃmara dos Deputados -29.4.2014
Decisão. Júlio Delgado aponta que a militância irá decidir chapa

A calculadora tem sido a principal aliada nas últimas reuniões dos partidos. Está aberta a temporada de contas. Nesta fase de definição para formação das coligações proporcionais a matemática é, muitas vezes, mais importante do que os arranjos políticos programáticos para as disputas de deputados estaduais e federais. Cada cadeira vale ouro e, por isso, os cálculos que irão definir o quinhão de cada sigla têm que ser precisos.

A pouco mais de um mês para a data limite das convenções partidárias, PT, PMDB, PSDB, PSB e os chamados nanicos tentam resolver a equação com um denominador comum: todos querem crescer. O número de cadeiras a que cada um terá direito é definido por algumas contas matemáticas (veja quadro ao lado).

Para os grandes é vantagem se aliar a outro do mesmo tamanho para ganhar espaço. Para os pequenos, estar junto dos maiores já não é vantajoso. Neste caso, vale mais ter um bom puxador de voto.

Ao que tudo indica, os petistas irão coligar com PMDB, PROS e PRB na disputa estadual. Para a Câmara Federal, devem entrar no bloco PCdoB e PTdoB. “O PT quer aumentar a representatividade. É difícil fechar a conta. Com uma boa campanha para o governo do Estado, podemos ganhar força e eleger mais”, avalia o presidente do PT em Minas, deputado federal Odair Cunha.

No PMDB, a perspectiva não é diferente. “O importante é crescer”, conta o presidente no Estado, deputado federal Antônio Andrade. Seguindo as contas das proporcionais, juntos, PT e PMDB aumentam as chances de conquistar mais cadeiras.

Segundo o presidente do PSDB e deputado federal Marcus Pestana, a intenção é manter o quadro atual para conseguir boas alianças. A previsão é sair junto com o PSB, PR, DEM e PP.

“Todo mundo sempre quer crescer. É preciso se fortalecer sem uma atitude agressiva com os aliados. A parceria tem que ser boa para todo mundo. Às vezes é preciso abrir mão. Em 2010, se tivéssemos saído sozinhos, teríamos feito dez cadeiras, mas conseguimos oito na Câmara”, afirmou Pestana.

Para o presidente do PSB mineiro, deputado federal Júlio Delgado, o cenário está muito aberto e é possível, inclusive, saírem sozinhos. “Temos força. A militância vai decidir”, disse.

Majoritária

Disputa. A disputa para a Presidência da República, governo do Estado e para a escolha dos senadores são majoritárias, ou seja, vence o candidato que receber o maior número de votos.

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