Norte-americana Scott-Roberts terá filial em Belo Horizonte

Empresa especializada em pesquisa de informações públicas investe US$ 3 milhões na capital

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

Experiência. O ex-coronel e fundador da Scott-Roberts, Robert Buchholz, vai trazer para o Brasil um serviço de alta qualidade em pesquisa
DANIEL DE CERQUEIRA
Experiência. O ex-coronel e fundador da Scott-Roberts, Robert Buchholz, vai trazer para o Brasil um serviço de alta qualidade em pesquisa

O ex-coronel da Polícia do Estado de Nova York (EUA) Robert Buchholz vem ao Brasil desde 1993, quando começou a trabalhar com a Polícia Militar de Minas Gerais fazendo uma consultoria de procedimentos e conduta. Aposentado da carreira militar e seis anos depois de fundar a Scott-Roberts na Flórida, Buchholz vai abrir uma filial da empresa em Belo Horizonte investindo US$ 3 milhões. “Específica assim, como a Scott-Roberts, eu procurei no Brasil e não encontrei”, conta o executivo.

É que a Scott-Roberts, quando contratada pelo setor público ou privado, fornece informações de antecedentes para empresas privadas e para o governo. “São antecedentes de antigos empregos, antecedentes criminais e de crédito bancário. Fornecemos vários tipos de informações sobre alguma empresa ou pessoa, todas informações públicas”, explica Buchholz.

Nos Estados Unidos, onde a empresa existe desde 2008, são feitas de 3.000 a 4.000 pesquisas por dia. “E em 12% a 15% desse volume, aparecem problemas”, calcula. Buchholz conta que os problemas mais comuns, no caso de pessoa física, são fraude, roubo, violência, comportamento violento, assédio sexual. “A companhia pode dever dinheiro e não paga, aí são mais coisas não criminais, processo civil”, detalha quanto a empresas.

A pesquisa da Scott-Roberts é feita diretamente nos órgãos públicos, pela internet. E em quantos chega a fazer? “Se um brasileiro quer comprar um apartamento em Miami ou qualquer lugar dos EUA, tem que fazer uma pesquisa sobre essa pessoa, o condomínio exige isso. Então, as informações variam de acordo com o que o cliente quer, o que a empresa ou o governo estão pedindo”.

Buchholz argumenta que, se você quiser, pode ter acesso a essas informações mas, com a experiência que ele tem nesse mercado, ele fará um levantamento melhor, mais rápido e profundo. “Nos EUA, existem várias empresas nesse mercado. A ideia é trazer para cá um serviço de alta qualidade, com a experiência e o conhecimento que tenho, em vez de um serviço que talvez possa ter aqui, mas que não seria tão específico, nem teria tanta qualidade”.

Para fazer o levantamento necessário, Buchholz demora um dia. Às vezes, é mais do que isso, três dias. No Brasil, o executivo acredita que vai conseguir trabalhar com esse mesmo tempo de pesquisa.

Percepções

“A maioria das pessoas é ótima, mas tem uma pequena porcentagem que não é tão boa, infelizmente.”

“A Copa do Mundo, com todos os jogos que terá, vai ser boa para as cidades e para o crescimento do Brasil.É bom para o país crescer e evoluir.”

Robert Buchholz

Clientes

Países. A Scott-Roberts já atendeu países da Europa, América Central e América do Sul. A menor demanda por esse mercado de pesquisa de informações públicas é a de países da Ásia.

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