Mais potência e economia

Linha Volvo passa a ser comercializada no Brasil com os novos motores Drive-E, que prometem maior eficiência

iG Minas Gerais | Raimundo Couto* Com Auto Press |

Nova mecânica inclui um câmbio automático de oito velocidades
Volvo/Divulgação
Nova mecânica inclui um câmbio automático de oito velocidades

A sueca Volvo apresentou nesta semana uma nova linha de motores. Bem mais moderno, o novo propulsor tem 2.0 litros, quatro cilindros em linha, turbo e injeção direta (a versão anterior tinha cinco cilindros e turbo, mas desenvolvia apenas 180 cavalos). Batizados de Drive-E, esses motores prometem entregar mais potência, com economia de até 27% em relação ao bloco usado até então.

Além dos ganhos em potência, que subiu para 245 cv a 5.500 rpm, e de torque, que chega a 35,7 kgfm entre 1.500 rpm e 4.800 rpm, o motor 2.0 da série T5 ficou mais leve, cerca de 23 kg, peso semelhante ao de uma mala pequena. Segundo a Volvo Cars do Brasil, o Drive-E é capaz de rodar 11 km/l de gasolina em percurso rodoviário e até 8 km no perímetro urbano.

A obtenção do melhor desempenho em economia está somada à adoção de um novo câmbio de oito velocidades, que processa a troca de marchas em baixas rotações, e do sistema Start-Stop, que desliga o carro quando se para no sinal e o religa assim que o pedal do acelerador é acionado.

Outra novidade introduzida na linha Drive-E é a função Eco+, que promete melhoria em até 5% na economia. A Volvo garante que, acionada a tecla no painel, as trocas de marchas são otimizadas, pois a transmissão é desacoplada em velocidade a partir de 65 km/h em circunstâncias em que o motorista não esteja pisando no acelerador, por exemplo, durante uma descida.

Foram mostrados três modelos – S60, V60 e XC60 – que passam a ser empurrados pelos novos propulsores. O modelo hatch V40 segue utilizando o 2.0 antigo.

Impressões. Em termos dinâmicos, o novo trem de força efetivamente deu um novo impulso à versão mais básica do XC60. A potência máxima de 245 cv só surge em elevados 5.500 giros, mas 80% dela está disponível em 4.500 giros. Já o torque máximo pode ser desfrutado na ampla faixa que vai das 1.400 às 4.800 rpm. Ou seja, praticamente em qualquer giro, basta pisar fundo que o torque aparece. As retomadas ficaram consideravelmente mais consistentes que as proporcionadas pela versão anterior. O chamado “turbo-lag” – demora na entrada em ação do turbo, que era constante no motor anterior – virou coisa do passado. E o equilíbrio do carro nas curvas em alta velocidade instiga quem gosta de pisar fundo.

Se dinamicamenteimpressiona, outros aspectos não agradam tanto. A direção é um tanto pesada (característica típica dos Volvo), enquanto o câmbio automático de oito velocidades é bem eficiente, mas só pode ser acionado manualmente por meio da manopla, pois os paddle shifts no volante aparecem apenas na versão top T6, equipada com motor 3.0 turbo de seis cilindros e 304 cv. Mas uma ausência que não dá para entender é a de uma câmera de ré nessa versão. Há apenas um alerta sonoro e um gráfico no painel. o XC60 T5 Drive-E Dynamic

*Viajou ao Rio de Janeiro (RJ) a convite da Volvo

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