Grécia terá referendo sobre a privatização da Autoridade de Água

Votação não é legal para o governo; eleições municipais e provinciais também acontecem neste domingo

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A segunda maior cidade da Grécia, Tessalônica, e outros 10 municípios da região metropolitana realizarão um referendo neste domingo (18), sobre a possibilidade de privatizar a Autoridade de Água de Tessalônica (EYATH, na sigla em inglês). O governo já alertou, no entanto, que considera o referendo ilegal.

O primeiro turno das eleições municipais e provinciais também ocorre no domingo. Os cidadãos e o chefe da província se opõem à venda da autoridade de água, a qual o governo se compromete a realizar como parte do programa de reforma fiscal acordado com os credores gregos - Comissão Europeia, Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O ministro do Interior, Yiannis Michelakis, em circular, alertou os prefeitos regionais de que não seria possível ter urnas dentro das assembleias de votos regulares para o referendo. Um promotor de Tessalonica também alertou que o uso de cédulas eleitorais oficiais no referendo é um crime sujeito à prisão.

A resposta irritou os prefeitos, que juraram ir em frente com o referendo. "Nós informamos o governo há seis meses. O referendo continuará, eles gostem ou não", disse Simos Daniilidis, prefeito de Neapolis-Sykees e presidente do Condado dos Municípios de Tessalonica.

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