Lenhador foi abduzido no estado norte-americano Arizona

Travis Walton revelou detalhes do seu mais famoso caso de abdução, ocorrido em 5 de novembro de 1975

iG Minas Gerais | ANA ELIZABETH DINIZ |

O relato mais esperado do II Fórum Mundial de Contatados, que termina amanhã em Curitiba, o do norte-americano Travis Walton, revelou detalhes do mais famoso caso de abdução, ocorrido em 5 de novembro de 1975, na floresta do Arizona, Estados Unidos. Travis, que era lenhador, saiu para trabalhar com seis colegas na maior floresta de pinus do mundo, sem sequer imaginar que aquele dia mudaria sua vida para sempre.    “Após um dia de trabalho, estávamos voltando para casa e vimos luzes saindo das copas das árvores. Quanto mais nos aproximávamos ela ficava mais intensa. Havia uma brecha nas copas e então vimos uma enorme nave, a menos de 30 metros de distância. Era fascinante e lindo ao mesmo tempo e um de meus amigos comparou-a com um carro esportivo novo. Cheguei mais perto e comecei a ter medo, meus amigos pediam que eu me afastasse. De repente houve uma descarga elétrica muito intensa e eu senti como se tivesse pisado numa mina cheia de explosivos. Fui arremessado longe, fiquei inconsciente e meus amigos preferiam não se arriscar a salvar um homem que consideravam morto”.   Os amigos entraram rapidamente na pick-up e foram embora, mas no meio do caminho perceberam que tinham que fazer alguma coisa. Voltaram e não conseguiram encontrar Travis. Acionaram a polícia, que ficou convencida de que aquela história era surreal e que eles tinham matado o lenhador. Eles foram submetidos a 16 testes em detectores de mentira. Passaram em todos, mas não convenceram a polícia e nem os moradores da cidade.   “Quando recuperei a consciência, tinha muita dor. Estava deitado de costas, a luz intensa doía meus olhos, minha visão não estava clara, consegui ouvir sons de macas perto de mim e pensei que estava em um hospital, mas quando consegui focar meu olhar vi três extraterrestres próximos a mim. Não conseguia respirar, a sala era claustrofóbica, perdi o controle e quase fiquei louco. Estava fraco, não conseguia me levantar e, então, rolei e caí no chão. Vi instrumentos, peguei a maior coisa que achei para me defender deles que ficaram parados me olhando. Tive um sentimento horrível, pois sentia que eles invadiam a minha mente. Senti que eles jogavam uma energia que desorientava meu cérebro”, relembra.   Os alienígenas o deixaram sozinho, ele tentou fugir, mas estava muito aterrorizado. “Via portas, mas não conseguia sair. De repente, vi um ser de capacete, que parecia um humano. Ele olhava para mim, eu estava histérico. Presumi que era alguém para me resgatar, mas ele me pareceu muito desinteressado em responder às minhas perguntas, levando-me para um lugar mais claro, fora da nave, onde eu podia respirar. Parecia um tipo de estacionamento dentro de uma nave maior. A parede do fundo era meio arredondada. Esse ser me conduziu para uma sala onde havia outros humanos, queria respostas, não tive. Me fizeram deitar em uma mesa e colocaram uma máscara em mim. Apaguei, mas acordei bem rápido e a dor havia passado”, comenta Travis.   Foi quando ele percebeu que a nave estava acima dele. Ela era diferente daquela que o levou. “Algo me deixou no escuro e sumiu no céu. Vi que tinha escapado, estava na floresta e via as luzes da cidade. Corri, bati em algumas portas, mas ninguém respondeu. Liguei para meu irmão que me resgatou. Pensei que ainda era a mesma noite, mas cinco dias haviam se passado. Foi um choque. Foi a gota d´água, fiquei desesperado. Meu irmão me levou para um hospital. Fui submetido a vários testes e exames que mostraram que eu não estava drogado, como muito alegram. Fiz um eletroencefalograma em um instituto de traumas do Arizona e foi detectado um padrão anômalo de ondas cerebrais”, diz ele.   As autoridades não conseguiram explicar como sete pessoas relataram a mesma história. Houve diversas tentativas do governo para desacreditá-lo. “Chegaram a oferecer 10 mil dólares para meu amigo negar a histórias, relatos foram manipulados.  São anos de batalha e pesquisas para colocar fim aos mitos. Durante a busca na floresta foram detectados grandes níveis de radiação nas árvores próximas ao meu desparecimento. Uma delas, cresceu 36 vezes mais que as outras nos 15anos seguintes ao episódio. Até hoje ainda estão sendo feitas pesquisas. Aceitei o termo abdução, mas acredito que fui acidentalmente machucado por eles e, por isso, me levaram para a nave para reverter os danos”, pondera o lenhador.    Travis diz que não considera bizarro existirem seres em outros planetas que se parecem com os humanos. “Pelo contrário, ambientes similares produzem formas similares e a isso chamamos de convergência biológica. Não sei porque fui eu a passar por tudo isso, mas acho que fiquei mais espiritualizado, passei a pensar mais no papel da humanidade no universo”, finaliza.

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