Famílias voltam a invadir terreno

Invasores vão cobrar da prefeitura a doação da área para construir suas casas

iG Minas Gerais | Evandro Teles |

Guardas municipais e policiais militares tiveram muito trabalho durante a desocupação do terreno anteontem
Nelson Batista
Guardas municipais e policiais militares tiveram muito trabalho durante a desocupação do terreno anteontem

As 90 famílias que foram retiradas de um terreno no bairro Sítio Poções, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, anteontem, voltaram a invadir o local na manhã de ontem. Elas afirmaram que vão cobrar da prefeitura a doação da área para que possam construir suas moradias.

“Não vamos sair mais. Não temos onde morar e nem recursos para pagar aluguel. Todo cidadão tem direito a moradia e a prefeitura não pode nos ignorar”, afirmou um invasor, que pediu para não ter o seu nome divulgado.

Moradores do bairro, no entanto, estão insatisfeitos com os invasores, pois temem a desvalorização de seus imóveis.

“Nossos imóveis, que custamos muito a adquirir, estão perdendo o valor devido a essa situação”, disse um morador, que também pediu anonimato.

A retirada das famílias do local anteontem foi marcada por muita confusão. Na ocasião, os invasores afirmaram que a ação da Guarda Municipal e da Polícia Militar foi truculenta e que a prefeitura não tinha um mandado judicial para fazer a desocupação do terreno.

A assessoria da prefeitura, no entanto, explicou que a administração municipal agiu em conformidade com a lei, utilizando de autotutela do imóvel, que é uma área de preservação ambiental. Um dos invasores chegou a ser detido após ameaçar alguns agentes de segurança.

Diálogo Após a confusão envolvendo alguns invasores e os agentes de segurança que estiveram no local para fazer a desocupação do terreno, a prefeitura prometeu dialogar com as famílias para tentar encontrar uma solução pacífica para o impasse, já que algumas famílias voltaram ontem a armar suas barracas no local.

Em nota, a prefeitura informou que a Defesa Civil do município vai agendar uma reunião na próxima semana com os líderes da invasão. “Não tem muita conversa, pois queremos o terreno como doação para construir as nossas casas. Se a prefeitura aceitar nossa proposta, bem, caso contrário vamos permanecer e manter a resistência”, disse um invasor. 

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