No dia de luta contra a homofobia, movimento LGBT vai às ruas em BH

Uma das principais bandeiras do movimento é o fim da violência contra homossexuais e a despatologização da identidade trans

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Manifestantes marcharam pelo centro e chegaram a ocupar duas faixas da avenida Afonso Pena, sem grandes reflexos no trânsito
Oswaldo Ramos/Divulgação
Manifestantes marcharam pelo centro e chegaram a ocupar duas faixas da avenida Afonso Pena, sem grandes reflexos no trânsito

Neste domingo (17), em que é comemorado o dia Internacional de Luta Contra a Homofobia, cerca de 100 pessoas fazem uma passeata visando a conscientização da população, no Centro de Belo Horizonte. A concentração teve início nesta tarde na praça Sete e em seguida os manifestantes saíram em marcha pela avenida Afonso Pena em direção à avenida Augusto de Lima, de onde seguirão para a praça Raul Soares.

Com bandeiras e faixas pedindo o fim do preconceito contra a comunidade Lésbica, Gay, Bissexual, Travesti, Transexuai e Transgênero (LGBT), estão reunidos cerca de 30 grupos de luta contra a homofobia. As principais reivindicações dos manifestantes são o fim da violência contra a comunidade LGBT; a luta para que a identidade trans deixe de ser vista como doença; o fim do machismo e também da lesbofobia.

Ainda conforme a organização do movimento, somente em 2014 já foram registrados 120 assassinatos de membros da comunidade LGBT, sendo que as principais vítimas são travestis e homens gays. Com o baixo movimento de carros na região Central, apesar dos manifestantes terem ocupado duas faixas das avenidas por onde passaram o trânsito não foi prejudicado.

“Não é uma doença”

A auxiliar de enfermagem Marina Paixão, de 52 anos, e sua companheira, a tecelã Eliane Pereira, de 43, estão juntas há 12 anos e há 17 participam da Parada Gay e do movimento de luta contra a homofobia. “Homosexualidade não é uma doença, é uma orientação. Você nasce homosexual. É importante lutar contra a violência e dar um basta”, afirma Eliane.

O casal considera que movimentos como este de hoje ajudam a conscientizar a população e mostrar que os homossexuais são cumpridores de seus deveres e merecem ter os seus direitos preservados. O administrador Hernane Passos, de 24 anos, também participou da passeata. “Desde os primórdios sofremos com a violação física e de direitos contra o público LGBT. E, neste 17 de maio, Dia de Luta Contra a Homofobia, nada melhor do que lutarmos pelo nosso espaço em BH”, afirmou.