Move na Antônio Carlos tem ônibus cheio e passageiros desinformados

Usuários reclamaram do serviço e da falta de informação e ficaram confusos sobre qual ônibus pegar e onde embarcar; motoristas também estão desinformados e confundiram pontos de embarque e desembarque

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

Implantação do serviço na estação Pampulha pegou passageiros de surpresa
DENILTON DIAS
Implantação do serviço na estação Pampulha pegou passageiros de surpresa
Mesmo com as obras inacabadas, o Move (nome dado ao BRT da capital, sigla em inglês para transporte rápido por ônibus) da avenida Antônio Carlos passou a funcionar neste sábado (17). As reclamações dos usuários são em relação a falta de informações sobre o acesso e a demora dos trajetos.

A reportagem de O TEMPO gastou 1h15 da estação Pampulha a região hospitalar da capital, já que a velocidade máxima permitida do serviço é de 40 quilômetros por hora. Muita gente foi pega de surpresa pelo serviço inaugurado neste sábado e a maioria dos usuários disse não ter recebido nenhuma informação sobre a mudança. Além disso, motoristas e cobradores também não souberam informar os passageiros.

Na estação Pampulha, algumas pessoas tiveram que atravessar trechos sem faixas de pedestres para pegar o Move e nem todas a escadas rolantes estavam funcionando. Houve registro de filas nas bilheterias e ônibus lotados, mesmo em um dia de pouco movimentado como no fim de semana. Nas catracas também houve aglomeração por causa de usuários desinformados.

A equipe de reportagem pegou a linha 51, chamada paradora, para a área hospitalar, e percebeu que o motorista não está treinado, já que ele não soube ao certo onde era o desembarque e não parou nas estações que devia. Já na estação Carijós foi notada a falta de painéis informativos que ainda não foram instalados.

A usuária Maria do Socorro Gomes, 43, reclamou da demora. "Parece que é um passeio turístico", desabafou. Ela também acredita que o Move vá melhorar o transporte da cidade. "Antes eu pegava um ônibus e descia no centro, e depois pegava outro para Nova Lima, onde trabalho.  Agora tenho que três, um na estação Céu Azul, outro pro centro e outro para Nova Lima. Essas descidas e subidas não compensam, a gente vai sempre em pé no ônibus, é muito cansativo", disse. 

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