O perseverante

iG Minas Gerais | Diego Costa |

Antonio Calanni/AP
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Ele está longe de ser o mais técnico dos jogadores convocados por Felipão. Entre os zagueiros escolhidos para a disputa da Copa do Mundo no Brasil, Dante tem o perfil mais clássico de um defensor que joga simples e não inventa na hora de aliviar o perigo na área.

Até aparecer entre os selecionados para o amistoso contra a Inglaterra, no ano passado, o baiano Dante Bonfim Costa Santos, de 30 anos, era pouco conhecido dos brasileiros. Nascido em Salvador, ele passou por pequenos clubes no país e se destacou no Juventude, de Caxias do Sul. Depois, foi negociado ao Lille, da França, e jogou em outras equipes de menor porte da Europa.

Mas foi no poderoso Bayern de Munique que o jogador chamou a atenção de Felipão. Logo na primeira lista dele, lá estava o baiano. E não saiu mais. Foi um dos zagueiros do grupo que conquistou a Copa das Confederações e chegou até a marcar um gol na competição, na vitória sobre a Itália, por 4 a 2.

Na convocação para o Mundial, o técnico da seleção brasileira justificou a escolha de Dante no mesmo momento em que falou sobre o volante Luiz Gustavo.

“Pelo posicionamento que têm no Bayern e no Wolfsburg (ambos da Alemanha) e na seleção, e quando foram chamados, foram excelentes. Estão jogando bem no clube e muito bem na seleção. São jogadores importantes por uma série de complementos que a gente precisa para ter uma equipe muito forte. Por isso são chamados e farão parte desta seleção. Para mim, é uma alegria muito grande. Gosto muito do futebol desses dois atletas”, disse Felipão.

Como ressaltou o treinador brasileiro, Dante é importante para o grupo. Não é titular, mas é o reserva imediato da defesa canarinho.

Disse não à Alemanha A primeira convocação de Dante para a seleção brasileira só veio aos seus 29 anos de idade. Uma espera longa para o zagueiro. Com passagem de destaque pelo Borussia Mönchengladbach e depois nos primeiros meses pelo Bayern de Munique, o assédio dos dirigentes alemães foi questão de tempo. Queriam que o baiano seguisse o mesmo caminho de Cacau e Paulo Rink, que nasceram no Brasil, mas vestiram a camisa da seleção da Alemanha. No entanto, ao contrário de Diego Costa e outros, ele descartou a possibilidade de defender as cores de outra bandeira e preferiu esperar um lugar ao sol com a camisa amarelinha mesmo. E conseguiu. Está na Copa.

Lance inesquecível Primeiro gol com a camisa da seleção brasileira, contra a Itália, que abriu a vitória do Brasil, por 4 a 2, pela Copa das Confederações do ano passado

Ponto fraco Às vezes, a falta de qualidade técnica pesa, e o zagueiro costuma protagonizar falhas em campo

Ponto forte Seriedade em campo. Jogador firme. Não brinca em serviço

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